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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Miley Cyrus


Eu olho essas coisas da Miley Cyrus, a Hannah Montana, e é tudo tão bizarramente escroto que eu quase acho que o que ela anda fazendo é interessante...

...eu me pergunto....

ela sabe o que ela está fazendo?! Ele é consciente do processo que ela está encabeçando?

Isto é, ela quer destruir o que a Hannah Montana foi, não só para ela, mas para toda a geração que cresceu vendo Hannah Montana (que pode ser pouca coisa qui no Brasil, mas deve ser muito nos estados unidos). Hannah Montana é como os Jhonnas Brothers... ou a nossa "Sandy". Imagina a Sandy fazendo isso que a Miley anda fazendo.

Ela quer destruir Hannah Montana - e está fazendo uma "bela" desconstrução da personagem.... mas ela tem consciência disso? Ela não aparece destruída pelas drogas como a gente via a Amy Winehouse... é um personagem isso que ela está fazendo. Será que é SÓ um personagem? Como a Hannah Montana? E será que ela tem essa consciência "fria" de que é só um personagem?

Se sim, essa menina bizarra tem todo o meu respeito.

 

PS: a Miley Cyrus não está tentando ser uma diva. A sexualidade dela é um pastiche da sexualidade de Sasha Grey. A Sasha representa a aceitação de um tipo de sexualidade feminina que não está nem na submissão nem no poder (que é a sexualidade das divas). Sasha Grey e Miley Cyrus são sexualizadas de um jeito "feio". Humberto Eco fala no História da Feiura que o ato sexual "real" é "feio", não estetizado como na pornografia. É essa sexualidade que Sasha e Miley trazem a tona: propositadamente "feia", em oposição inclusive as divas (virgens como Hannah Montana ou poderosas como Beyonce) 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Merda no ventilador

Tem muita, muita, muita coisa escrita na internet. Muita coisa que parece interessante para ler..
e mais de 99,9% de tudo isso é um lixo. Um completo lixo, ou uma coisa meio esquisita que por pouco não é um lixo.
No Gamestorming, por exemplo, eu perdi meu tempo lendo dois artigos - um sobre narratologia, outro sobre cultura participativa - que foram o pior lixo que eu podia encontrar na internet a respeito. As pessoas que escreveram nesses artigos sequer tinham ideia sobre o que estavam falando... eu não sei nada a respeito desses temas e mesmo assim, sei mais do que o que aqueles caras estão postando ali. E eles sequer se preocupam em tentar disfarçar isso (não que disfarçar fosse bom, mas demonstraria que eles estavam de ma fé... não estão!). E o conteúdo desses manés que não tem mais o que fazer, que não leram e não estudaram porra nenhuma dos assuntos que estão postando, está dividindo espaço e url com conteúdo bacana, de gente que realmente tem o que dizer.

Um outro patético que li por lá foi sobre "game art", onde o cara ia extrair o significado de "arte" de um dicionário do sesc (o que já é pitoresco em si) e chegava a conclusão estapafúrdia que arte tinha a ver com virtuosismo(!). WTF!? O texto prosseguia esquizofrênico, apesar dessa conclusão risível, não a usava para nada - prosseguia argumentando num sentido oposto (e surpreendentemente um passo mais próximo das discussões que efetivamente se fazem por e dentro da arte... mas apenas um passo).

Lembro-me sempre da expressão que Emile Zolá usa para designar as conclusões de um de seus personagens "leituras mal digeridas". A internet é uma ostentação sem fim de leituras mal digeridas, emulações mal feitas, tentativas de mímese fracassadas.... de repente me deu saudade até mesmo da faculdade (e de toda aquele circo dos horrores). Ao menos, entrávamos em contato com textos relevantes... com ideias relativamente bem organizadas. É por isso que persiste o modelo medieval de faculdade? Por que é o jeito que há, hoje, de garantir alguma curadoria coletiva (não monoumbiguista) das leituras?

É por isso que eu reluto tanto e demoro tanto para escrever e publicar qualquer coisa... por isso que fico tanto tempo com um texto escrito guardado.... esperando sedimentar, vendo se tem relevância... é por isso que mesmo depois de tanto tempo pesquisando larp, escrevi pouco mais de cinco artigos inéditos sobre o tema (para o nplarp). Porque eu não quero "sair por aí jogando merda no ventilador". Se tem um texto por aí melhor que o meu, igualmente acessível e legível.... deixo o meu pra lá: apresento o original, compartilho minhas fontes.

Escrever por escrever - ou "sentar e escrever" como dizem alguns - é contribuir para encher a internet de merda.

Estou fora (na medida do possível) e denunciarei os praticantes de tal ato sórdido sempre que me revoltar a tal ponto.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mais uma do Eugênio



Minha segunda animação, feita em 2009, também.
Aqui, apenas uma prova de estado feita em gif animado.

O Eugênio foi descontinuado em 2009 (durou uns 6 meses) e não tem data para voltar da solitária....

sábado, 16 de junho de 2012

viralizar pra quê?

[postado orginalmente no facebook, às 17h30 do da 16 de junho de 2012]

depois da risada do bebezinho, o itaú está recorrendo novamente a vídeos que já bombaram na internet para fazer seus virais. e, lógico, vídeos internacionais.

a lógica é pegar o filão das pessoas que obviamente vão curtir, mas que não viram (ou não viram com atenção) por estar em outro idioma. Mais que isso, um vídeo desses mexe com quem já o vu também, claro.

duas coisas me chamam muito a atenção.

1 - a estratégia de mkt do itaú, que é a primeira empresa que eu vejo que parou de se dar ao trabalho de tentar criar um viral... comprou um pronto (mais de um). Empresas gastam fortunas e meses de trabalho tentando criar um conteúdo viral vinculado a suas marcas... o itaú poupou os meses.

2 - há um procedimento estético muito contemporâneo e conhecido por todos nós no facebook. A resignificação de um conteúdo a partir da inserção de legendas. Isso não é exclusividade do face, logicamente. Está em todas as áreas de criação: nos quadrinhos (desde maio de 68, pelo menos...), no teatro, nas artes visuais... desde antes mesmo da internet. Mas me surpreende o itaú usar desse recurso. Um vídeo que todos conhecem, transmutado em propagada com a inserção de apenas poucas frases. "8 meses". "fazer um investimento é realizar um sonho".

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Entendendo a a Experiência do Usuário Móvel: os três modos de Uso Móvel


por Phil Webb, em 17 de abril de 2012 [artigo original, em inglês]
tradução livre de Luiz Falcão

Você quer que seu projeto mobile tenha sucesso?

Quer se trate de um website móvel, um aplicativo, game ou qualquer combinação destes, o sucesso de sua iniciativa mobile dependerá de como as pessoas o usarão.

Pessoas são ocupadas, sua atenção é muito exigida e já possuem padrões de comportamento com os quais seu projeto de mobilidade deve coexistir.

Faz sentido compreender esses padrões de comportamento e elaborar sua estratégia para mobilidade com esse entendimento - trabalhar com os comportamentos existentes ao invés de tentar inventar novos.

Então, quais são esses comportamentos?

3 Modos de Experiência do Usuário Móvel


Em estatística, o modo é o "valor que ocorre mais frequentemente numa série de observações ou dados estatísticos."

Modos são a maneira mais precisa de descrever os comportamentos existentes das pessoas.

Nossos amigos do Google analisaram seus usuários móveis e vieram com uma estratégia para ajudar a orientar as estratégias de desenvolvimento de sites e aplicativos móveis.

A base desta orientação é que os usuários móveis podem ser classificados em três padrões principais de comportamento com os seguinte nomes:
  1. Recorrente (Repetitive now)
  2. Entediado (Bored Now)
  3. Urgente (Urgent Now)

Para ter sucesso em seu projeto móvel, você precisa descobrir qual desses três descreve como seus usuários vão usar o produto.

1 Recorrente


Threadless é atraente para usuários Recorrentes
Usuários recorrentes estão buscando informações em tempo real recorrentemente. Eles usam seus dispositivos móveis para ficar em contato com as mudanças em curso, repetitivamente.

Usuários recorrentes podem estar a procura de atualizações sobre placares esportivos, checando o clima ou buscando as últimas cotações de ações. Esses usuários estão repetidamente beliscando trechos de informações, então, uma vez satisfeitos, eles partem.

Usuários recorrentes frequentemente procuram o mesmo tipo de informação - como placares esportivos - mas para uma nova data ou jogo. Mas o padrão permanece o mesmo. Eles querem suas informações e nada muito além disso enquanto estão no Modo Recorrente.

Em um contexto de comércio móvel, o uso Recorrente pode ser observado em clientes procurando menores preços ou itens entrando em venda.

Varejistas podem apelar aos usuários Recorrentes criando uma seção de venda acessível, ou alertas de preço ou de inventário, como sites de diários de ofertas.

Podem ainda começar a criar hábitos que os alinhem com o uso dos usuários Recorrentes lançando novos produtos no mesmo dia toda semana ou no mesmo horário todo dia.

2. Entediados


Este modo de uso é muitas vezes um subproduto da espera e da busca por distração, entretenimento ou conexão por meio do dispositivo móvel.

Ande de transporte público e você verá todos no ônibus, trem ou metrô absortos em seus dispositivos móveis. Sente-se na sala de espera do dentista e você verá a mesma coisa. Vá a cafeteria observar as pessoas que esperam na fila por menos de um minuto - elas frequentemente pegam seus mobiles para ver suas mensagens, consultar alguma coisa que está na sua cabeça ou atualizar uma rede social.

O uso Entediado nasce quando os usuários precisam passar o tempo e sentem que poderiam estar fazendo alguma coisa mais interessante no mundo digital do que estão fazendo no mundo físico.

Esse modo de uso pode ser valioso para o comércio móvel porque muitas vezes é quando as pessoas descobrem novos produtos ou dão seguimento a qualquer etapa do processo de compra - eles estão procurando preencher seu tempo e fazer compras se tornou uma forma popular de fazê-lo.

Mas usuários Entediados podem também ser difíceis de capturar porque estão engajados com atividades pessoais como Facebook ou com produtividade, como email.

Entender como seus clientes veem suas ofertas é fundamental para compreender sua oportunidade de conectar-se com eles quando estão no modo de uso Entediado.

3. Urgente


A terceira categoria de uso móvel é o Urgente e esse nome descreve perfeitamente a sensibilidade das pessoas neste modo - Eu preciso disso agora!

Nesse modo, as pessoas estão buscando de informações urgentes no seu dispositivo móvel. A informação muitas vezes diz respeito a um momento ou local de sensível necessidade, como o próximo horário de exibição de um filme, restaurantes italianos próximos, resenhas confiáveis de um bar ou chamar um guincho para seu carro.

Pessoas no modo Urgente estão fazendo decisões repentinas em torno de credibilidade, precisão e relevância porque sentem que precisam.

Comércios móveis com grande quantidade de negócios baseados em tempo impulsionados pela urgência, como floristas e lojas de chocolate no dia dos namorados, restaurantes na hora do jantar, lojas de presentes e de brinquedos em feriados, açougueiros no dia de ação de graças... precisam particularmente entender o cliente do modo Urgente porque podem ser inconstantes,  julgadores, impacientes e exigentes.

Como recompensa, usuários Urgentes estão frequentemente prontos para tomar decisões e agir rapidamente. Uma experiência móvel bem projetada e intuitiva pode ser muito eficiente.

Toques Fundamentais


Como seu cliente usa a experiência móvel que você está apresentando a ele?

Comece pelos 3 modos de experiência do usuário móvel e você largará na vantagem para ter sucesso em seu projeto móvel. Pense em como cada tipo de usuário usará seu site.

A alternativa é dolorosa. Sem ser capaz de responder a questão "qual modo de experiência de usuário móvel corresponde às necessidades dos seus clientes (e poderia ser mais de um para projetos maiores)", é improvável que seus clientes encaixem sua experiência móvel nos padrões existentes deles.

E se você precisar de ajuda para descobrir isso - fale conosco.

Tenha a Mobify trabalhando eu seu projeto mobile [ https://www.mobify.com/get-started/ ]





Artigo Original em Inglês: Understanding Mobile User Experience: the 3 Modes of Mobile Usage , no site Mobify

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Função eval() - Variáveis Variáveis em Javascript

Já deve ser a terceira vez que eu preciso fazer uma variável variável em Javascript e que eu perco MUITO tempo em sites de buscas tentando relembrar como faz. Por isso, vou postar a solução aqui, quem sabe ajuda mais alguém além de mim mesmo!

Geralmente eu uso variáveis variáveis dentro de um loop for, como que para "linkar" dois loops... enfim... vamos ao exemplo:



  1. function bloCollapse(){
  2. //identificar a raiz do hotsite que o sujeito está... 
  3. //independente da terminação da página.... 
  4. //(limpar as bugigangas em outras palavras
  5. var barra = document.URL.lastIndexOf('/');
  6. var urlHsHome = document.URL.substr(0,barra);
  7. //array de elementos com a TAG Span
  8. itemCollapse = document.getElementById('blocollapse').getElementsByTagName('span');
  9. //loop for
  10. for(i=0;i<itemCollapse.length;i++) {
  11. //uso do loop, convencional (exceto pelo innerHTML, talvez)
  12. itemCollapse[i].innerHTML = "<a href='"+urlHsHome+"/venhatreinar#"+itemCollapse[i].parentNode.getElementsByTagName('h3')[0].innerHTML+">+info</a>";
  13.     // aqui o grande truque!!!!
  14.     // o eval deve pegar a linha toda, em ASPAS
  15.     // fora das aspas, apenas o índice da variável variável!
  16.     // destacado em cores para ficar bem claro
  17.     eval("teste"+i +" = itemCollapse[i].parentNode.getElementsByTagName('h3')[0].innerHTML;")
  18.     // assim você gera uma série de variáveis do tipo teste0, teste1, teste2... e o resto é resto
  19.     alert(eval('teste' + i));
  20. }
  21. }
  22. bloCollapse();



(uff... o blogger é péssimo para isso)

Na verdade, eu sou um leigo completo em Javascript, talvez eu esteja chamando isso de variável variável injustamente.... neste caso, assim que eu esclarecer a confusão, venho aqui e corrijo!

A quem puder me judar, agradeço. Fica o memo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mensagem de fim de ano para a Confraria das Ideias

Me dei o desafio de elaborar uma mensagem de final de ano para a Confraria... Depois de pensar um pouco e fazer algumas pesquisas (meio infrutíferas) de imagem, fiz algumas tentativas:

Primeira com uma imagem da Patagônia que é o cenário de um dos próximos lives da ONG. Abandonei rápido...


Depois, uma versão menos cara a mim, mas mais com a cara da Confraria (eu acho). Foi o que eu fiz mais versões, algumas abaixo e a maior que está lá na home agora....








E por último, uma versão com a minha foto favorita (não consegui identificar o autor, se alguém souber, por favor, me sopre). Mas achei que, definitivamente, está muito distante da confraria... muito mesmo. Nem combinou a mensagem...


tinha uma versão deste último com o amigo aí dizendo "boas festas"... mas não sei porque não preferi

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nova home da Confraria das Ideias

Em abril "realizei um sonho antigo". Dei uma nova cara para o site da ONG que faço parte, a Confraria das Ideias. Pelo menos para a Home do site. A grande dificuldade foi decidir o caminho a seguir.

A ONG é composta de 13 pessoas, todos membros fundadores, cada um com sua visão particular e gosto pessoal. Agradá-los todos ia ser impossível. Da mesma forma, não podia deixar que o meu gosto pessoal fosse privilegiado em detrimento dos demais. No final das contas, a leitura de Getting Real foi fundamental para eu adotar a postura mais correta.

A versão que foi para o ar no mês passado deve ser a ducentésima, de uma série de testes, estudos e ruminações que a precederam.

Screenshot abaixo.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Rumos 2009 - Vídeos

Todo mundo sabe que o itaú cultural trocou um site claro e maravilhoso por uma porcaria de site no qual é impossível encontrar qualquer coisa (desde que você esteja procurando por algo, e isso inclui programações!).

Deixou-me muito feliz saber que eles iriam transmitir ao vivo os debates acerca da exposição Rumos 2008-2009, Trilhas do Desejo. Ainda mais contente ao saber que, depois dessa exibição ao vivo, iam deixar os vídeos disponíveis no site! É claro, eu precisei da ajuda de uma amiga que trabalha dentro da instituição para conseguir ver o vídeo ao vivo (vi um ou dois, bem mal vistos, já que dividia esse tempo entre muitas coisas). E demorei muito para encontrar os vídeos no site. Mas eles estão lá e eu venho através deste post compartilhar o fruto da minha garimpagem!



Encontrei os vídeos neste endereço: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2840&cd_materia=896
Copiei o conteúdo para este Blog para facilitar a sua vida, segue abaixo. Há muita coisa legal também aqui: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2839, incluindo uma entrevista com cada um dos assistentes curadotoriais (e se são tantos como a exposição aidna ficou com tantos problemas?! ai, ai...)

Clique no nome da mesa para assistir:

quarta 11 de março - 14h30 mesa
Arte e Filosofia
com Antonio Cicero e Vladimir Safatle - mediação de Paulo Sergio Duarte

quinta 12 de março - 10h30 mesa
O Jogo e o Acaso
com Lucas Bambozzi e Ronaldo Entler - mediação de Christine Mello

quinta 12 de março - 15h mesa
Em Torno da Memória
com Márcio Seligmann-Silva e Tales Ab'Saber - mediação de Guy Amado

sábado 14 de março - 10h mesa
Poéticas do Inventário
com Mabe Bethônico, Maria Helena Bernardes e Suely Rolnik - mediação de Alexandre Sequeira

sábado 14 de março - 15h mesa
Estatuto da Imagem
com Hermano Vianna e Ismail Xavier - mediação de Guy Amado

sábado 14 de março - 10h mesa
Crítica e Curadoria
com Jailton Moreira e Paulo Herkenhoff - mediação de Guy Amado

sábado 14 de março - 15h mesa
Rumos Artes Visuais
com Aracy Amaral, Fernando Cocchiarale e Paulo Sergio Duarte - mediação de Marília Panitz

Bom proveito. E se você estiver sem tempo, passe pelo menos naquele outro link que vale a pena! (eu acho, né?!)

sábado, 14 de março de 2009

Controlando o CSS Style Float via javascript

Normalmente é fácil. Um exemplo:
elemento.style.margin = "0 10px";

Seta-se a propriedade "margin" via declaração jacascript. Fácil.
Se for "com tracinho" fica assim:
elemento.style.marginLeft = "10px";

Mas e o Float? Desenvolvendo um gadget do Eugênio eu precisei setar a propriedade float via javascript (por que eu não fiz uma classe? isso é outra história). E simplesmente style.float não funcinou! Pesquisei um pouquinho na internet e achei sempre fragmentada a informação. Por isso, transcrevo a solução:

elemento.style.styleFloat = "right";
elemento.style.cssFloat = "right"

A segunda declaração não é "correta". Ela é necessária para um certo browser que anda por aí espalhando podreira na web. Você sabe de qual browser eu estou falando, não sabe?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Eu, que me notei barroco

Acabo de ter um momento de profunda agitação - algo como uma epifania, só que na versão adolescente. Fico agitado, perco a concentração e a mente voa, para longe, fazendo conexões estridentes rápido demais para que eu consiga me lembrar de todas.

Para dizer a verdade, ainda estou nesse momento.

Entrei hoje no Blog do professor Fábio Fernandes (não meu professor, mas professor sim, ora bolas), que costumo acompanhar apenas pelo Google Reader. Qual não foi minha surpresa ao ver a casa diferente, reformada. Do meio apático e pesado header verde e preto para uma opção vermelha e branca, mais clean, mas com muito, muito mais punch.

Fiquei me sentindo um barroco! Um barroco! Um rococó! Recentemente refiz o layout do blog do Fabulário (versão nova no ar em breve) e foi essa a impressão que tive ao ver o Blog do Fábio: senti-me um barroco.

Mandei um e-mail parabenizando-o pelo layout do Pós-estranho, disse que não tinha me acostumado apenas com as letras vermelhas. Eis que ele me respondeu: "é para gerar um estranhamento chklovskiano". !!!!!!! Citou Chiklovski!!! Aplicou um conceito literário do formalismo russo à design!!!!!!!!!! E mandou um dos princípios de design para a web mais básico e bundão para o espaço!

Foi justamente aí que começou minha epifania, que devo confessar, somou-se a um copo bem servido de café.

Sei que é terrível para um ego, já muito bem massageado, pelo que vemos, ouvir ou ler uma declaração como a que eu vou dar, então vou fazê-lo com humor. Quando crescer, eu quero ser um pouquinho (só um pouquinho, ok?) como Fábio Fernandes. Leitura anual quatro mil e quinhentos livros inclusa.


Infelizmente não tenho printscreen do antigo pós-estranho. Então fiquem com a novo e com meu barroquismo no Fabulário (quando inaugurar eu aviso):






PS: e ele ainda conseguiu provocar-me este baque com uma imagem reutilizada!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Trabalheira

Fabulário Blog: Invisíveis por que querem (parte 3)

MISSÃO CUMPRIDA (e missão comprida). A postagem acima linkada refere-se a um evento que aconteceu em 21 de setembro.
O que significa que estou a.... (momento para calcular às 4hs da manhã) .... 5 meses (!!!!!!!!!!) devendo essa postagem.

Bem... lá está, no Blog do Fabulário. Tem vídeo, imagem, e muito, muito texto. E olha que eu tive que tirar uma foto sensacional do Kulpas, porque não estava cabendo. Aliás, a foto do tavares também está um espetáculo (apesar de que agora eu olho e ele parece um sujeito mau... rs)

Essa postagem exorcisa, simbolicamente, minhas dívidas do ano passado (ficarei devendo, quem sabe eternamente, minha comparação entre a Scarium Pulp e o Ficção e Polpa, essa não teve jeito). Sinto-me aliviado - ainda que o alívio completo seja inexistente: sempre vou pensar na foto que não coloquei, que podia ter quebrado a postagem, que podia ter refeito a abertura dos vídeos com a versão final do logo e assim por diante.

Fora as milhartes de fotos (muitas delas até boas!) que eu tirei nesse evento - e que eu já nem tenho espaço para subir no PICASA. Se você for dos rapagões (ou se for a Adriana Amaral, rs) que estiveram no palco, sinta-se a vontade para pedir as fotos por e-mail!

Para finalizar, fica um flash, que documenta 1% da trabalheira que me deu fazer este post - vou reavaliar para os próximos, fazer recortes, diminuir a pretensão, fazer anotações... essas coisas.



PS: tem algo que eu queria ter amarrado na postagem mas não consegui: Fiquei chateado quando Bráulio Tavares (pelo qual nunca escondi a admiração) disse para a platéia que "isso não é nada mais do que um clube. Somos um clube de amigos que gostam de ficção científica, fazemos todos parte desse clube". Somado com o comentário que frisei na postagem da Adriana Amaral, mais as declarações do Tavares nos Fantasticons de que ele é "embaixador" do mainstream: isso tudo me deixa muito triste.

Não quero ser parte de um "grupinho", de um "clubinho". Se existe mesmo um fandemônio, um gueto, é porque até mesmo pessoas como Bráulio Tavares estão se esforçando (ainda que apenas discursivamente) para isso.

Em uma de minhas postagens sobre o Invisibilidades, Otávio Aragão, Jacques Barcia e Fábio Fernandes pediram: vamos derrubar o muro!

Fica a reflexão.
(ou o resmungo de um jovem muito velho, às 4hs da manhã)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sites em Flash que sabem usar vídeo

O poder que o Flash tem já é velho conhecido dos designers. E talvez o uso desnecessário, ordinário, sem critério dessa tecnologia seja tão ou mais notório do que sua capacidade.

Particularmente, o Flash nunca me chamou a atenção. Verdade. Fui praticamente obrigado a começar a mexer nele aqui no serviço. E a maioria das coisas que me pediram até agora são coisas que eu resolveria no bom e velho CSS + Javascript (ô delícia!).

Mas o Flash tem sim sua graça e sua personalidade próprias, que ninguém imita... E talvez para chegar nessa miudez nada ordinária o cara tenha que ser muito bom de Flash mesmo! Ou só um pouco bom de flash e bom de verdade de cabeça.

Uma dessas coisas que ninguém tira dele é o poderosíssimo, incrível e multiuso componente de vídeo!!!! Vídeo, em Flash, é uma coisa maravilhosa. Já faz muito tempo que eu tenho visto excelentes casos de aplicação de vídeo em Flash. E quando eu me refiro a "aplicação de vídeo" não estou me referindo aos Youtubes e Vimeos da vida. Falo do Subservient Chiken e suas inúmeras cópias ou filhos (de marcas de shampoo à IBM), de campanhas da Pepsi e Coca-cola que usavam chroma-key para ter um personagem passeando pela tela e conversando com você, dos sites promocionais de filmes como o Funny Games U.S. (Violência Gratuita, no Brasil) e tantos outros que eu devo estar esquecendo.

O site de um humorista brasileiro (meu deus! quem é esse humorista, alguém me ajude! Quem é o designer que fez o site???), por exemplo, tem vinhetas com chroma-key de todos os personagens que ele interpreta... no meio do site mesmo, andando de lá para cá. Muito apropriado para o site de um humorista.

Mas recentemente cruzei com dois sites que me surpreenderam pela originalidade e simplicidade. E me deixou muito feliz de ver que tem gente, de verdade, que ainda têm muita noção trabalhando na área (e com flash), apesar das barbaridades que a gente vê com freqüência. Bom... saber que têm nós sabemos, mas é reconfortante quando encontramos novos exemplos.

Aqui vão meus exemplos, com comentários.

http://www.sixstation.com/ (veja o site)

Não me pergunte como ou onde eu cruzei com este site. Não faço mais idéia.
Primeiro, eles usam um efeito maravilhoso, que traz lágimas aos olhos de qualquer pessoa que já pintou com aquarela ou nanquim na vida. É um efeito que a gente sempre pensa em "emular" e usar para alguma coisa. Pois eles gravaram (e gravaram bem) e usaram!
Segundo, eles usam da própria linguagem do vídeo, muito inteligentemente, com desfoques, distorções e "pixelização". Quando vêm o loop, fica tudo maravilhoso.
Terceiro, mantém o contraste do site e quebra a monotonia.
Um primôr!









http://www.agenciaazul.com.br/ (veja o site)
Conheci pelo site do Rafael Costa.
Primeiro, a solução é no mínimo original, o azul do céu parece quase um chapado, tem só uma texturinha. De repente, não mais que de repente, vem algo voando, batendo asas, arás do texto. Sacadinha muito bem arranjada com o tempo de carregamento!
Segundo, há uma sincronia finíssima da nossa pequena "gaivota", que voa por trás do logo da agência. Depois é precedida por outros passarinhos também....
Terceiro, eles casam muito bem a animação dos elementos do flash com o "timeline" do próprio vídeo (isso já não cabia no segundo?)
A detonação da imagem não atrapalha em nada (dá um efeito de desfoque, como se fosse realmente uma paisagem ao fundo) e não cria poluição visual, até porque, devido ao enquadramento, as gaivotas não estão sempre na tela. Fora que a visão, silenciosa, de pássaros voando acalma até mesmo o fã mais incondicional de Hitchcock.
O único porém que eu colocaria é que, para não deixar que essa paz toda caísse na monotonia, nossos amigos na Azul trocam esse vídeo por outros, a meu ver menos eficazes. Tudo bem, tem um vídeo das ondas do mar... mas aquelas pedrinhas.... aquilo não dá não, né!?





Fica o registro!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Quem faz dinheiro está de olho no Brasil

We Make Money Not Art é um site estrangeiro que eu descobri há algum tempo. Ele é sobre arte e há algum tempo eu acompanho por meio dele, bem "por cima" mesmo, as mostras internacionais, jovens artistas, arte tecnológica, e os etcs do gênero. Não é um site maravilhoso onde você vai achar tudo o que você quer ver no planeta, mas é um site muito bacana, com design bastante agradável e no qual dá para se perder e navegar por horas.

clique na imagem para ver ampliado

Acho que o grande atrativo dele é o fato de ser um site bem feito, ele próprio contemporâneo - e não como aqueles sites atrasados e horrorosos que temos aqui no brasil (desculpe Canal Contemporâneo, mas é verdade... você é horrível em muitos aspectos). É fácil achar galarias animadas no meio de uma matéria, vídeos (do Vimeo ou Youtube), fotos e links para os sites dos artistas e galerias mencionados - o que nos lembra o sensacional DailyServing, que, tenho que adimitir, faz mais o meu gosto na seleção dos artistas.

O que justifica eu vir aqui falar do We Make Money... é que me chamou atenção, assim em tempos de crise internacional e de final de semestre na faculdade, que ele vem falando bastante do Brasil nos últimos dias, seja de lugares que eu nunca fui na vida, seja exposições que eu visitei recentemente, estão espalhadas por aí (não vou simpatizar com essse Srur tão cedo) ou aquelas que eu tenho a impressão que não conseguirei visitar.

O responsável pela publicação desses artigos é Regine (by Regine, logo após o título), mas eu ainda estou tentando descobrir quem ela é.

É bom acrescentar também que o fato de eu estar compartilhando esse "log" aqui no Blog não quer dizer que eu concorde (nem que discorde, tampouco) com os pontos de vista expressos pela nossa amiga...

Fica a dica.