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sexta-feira, 26 de maio de 2017
120 anos de Drácula
Postado por
Luiz Falcão
às
17:16
Pelo que me consta, hoje faz 120 anos da publicação de Drácula, de Bram Stoker. (alguém confirma?)
Não sei dizer exatamente o que me capturou nesse livro, lido pela primeira vez quando tinha 12 ou 13 anos. Romance de horror gótico missivista, ficou povoando a minha mente anos a fio. Voltei a ele algumas algumas vezes, quase sempre através de apropriações, releituras e estudos - e até hoje não fiz novamente uma leitura completa, até o fim, como deve ser feita.
Publicado em 1897, Dracula foi escrito para ler com tempo e dedicação. Se não como Poe recomendava ler os contos "em uma única sentada", ao menos não no transporte público e dividindo a atenção com milhões de estímulos. (quantas vezes eu não desci no ponto errado tentando lê-lo assim).
Algumas pessoas sabem que eu mesmo cozinho, já há um bom tempo (desde 2012, pelo menos) uma resposta poética à obra. Sem pressa. Alguma hora ela estará entre nós.
Apenas não foi na celebração dos 120 anos.
[postado orginalmente no facebook]
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Wolves Don't Warn Twice
Postado por
Luiz Falcão
às
08:21
Wolves Don't Warn Twice,
comics for Fabulário International Issue #1, 2008
(Festa Literária Internacional de Paraty)
comics for Fabulário International Issue #1, 2008
(Festa Literária Internacional de Paraty)
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Larp - Qual é a nossa construção para o fantástico?
Postado por
Luiz Falcão
às
21:50
essa postagem foi escrita em setembro de 2007 para o blog do fabulário e nunca havia sido publicada. vai soar estranho para quem conheceu a confraria das ideias a partir de 2009.
Recentemente, tive a oportunidade de participar de mais um live-action da Confraria das Idéias, no trabalho que estão realizando nas Bibliotecas municipais.
Desta vez, encarnei um Senhor-Feudal, "líder" de um povo assombrado por pragas. Sem motivo aparente, meu personagem convida o povo para seu castelo - muitos camponeses não vão, com medo do que isso pode significar em tempos como aqueles. Da mesma forma, muitos são atraídos, esperando um grande banquete e, lógico, a oportunidade de levar, na surdina, algo de valor.
Secretamente, eu guardava comigo (e levava ao pescoço) um medalhão amaldiçoado, que estava na minha família há gerações) - a quem o usava ele trazia enorme poder, sucesso e sorte nas conquistas, mas ele cobrava seu preço. No melhor estilo o Um anel, ele enlouquecia seu portador, e por fim traria a desgraça para seu reino. Como não poderia deixar se ser, seguindo outros chavões inevitáveis (hora, era um live para crianças e pré-adolescentes!), o nobre Senhor que eu interpretava havia atirado-se às graças do medalhão na esperança de trazer sua amada esposa de volta a vida (e isto nunca aconteceu). Mais clássico impossível!
Ciente disso, meu personagem promoveu a tal festa no intuito de passar sua maldição a diante.
História vai, estória vem... nos momentos finais o medalhão foi entregue a um "vassalo das terras do leste" - um jogador muito legal que interpretava a mesquinharia em pessoa. No início, por ter descoberto a verdade, tentou negar o presente, mas tendo ele em mãos sucumbiu quase que imediatamente a seu poder! Ergueu o colar e todos no castelo tombaram inconscientes.
Os organizadores recolocaram todos na mesa central, onde o jogo havia começado - e me orientaram a me apresentar novamente, como havia feito no princípio do Live, quando todos acordassem. Afinal, havia sido tudo um sonho? Uma alucinação coletiva? Mas onde estava o tal vassalo que entrara no castelo com todos? E o medalhão que o Senhor (meu personagem) levava no pescoço - de fato não era o mesmo, mas - o que significava?
O live terminou assim, com um clima meio desesperador de "oh meu deus, quem ele escolherá agora"!? Alguns jovens jogadores, desnorteados, perguntavam "mas foi só um sonho" - e as palmas rapidamente combriram as vozes destes...
Sem dúvida, é sempre divertido um live dos Confrades, inclusive estes produzidos junto com os alunos, nas oficinas gratuitas da prefeitura. Esse live tinha uma promessa especial: uma veia de fantasia (a última narrativa com fundo fantástico que vimos em um live da Confraria foi Triunfo e Tormento, no iníco do ano, e antes talvez só mesmo o Loucura, Uma face da mente)
A construção narrativa do acontecimento sobrenatural que pensamos (ou duvidamos que) possa se tratar de um sonho é uma remontagem da literatura Fantástica do século XIX - e de fato, hoje e no atual contexto, pode não soar tão pertubador ou instigante quando aos nossos amigos positivistas do passado. Sem dúvida, isso (esse cuidado com não extrapolar barreiras) serviu como introdução para a grande maioria dos jogadores (quase todos com menos de 12-13 anos, creio) e espero que também como retomada para as investigões nesse sentido por parte da Confraria das Idéias.
Resta também uma dúvida mais salgada (e menos pertinente a este trabalho em específico): esse modelo do século XIX tem hoje a mesma força que a 150 anos atrás?
Se essa construção é uma correspondência (e resposta) direta ao pensamento cientificista da sociedade da época, qual é a nossa construção? E a nossa correspondência? (não respondam...) E afinal, isso invalida a boa e velha contrução do fantástico (em oposição ao maravilhoso)?
Recentemente, tive a oportunidade de participar de mais um live-action da Confraria das Idéias, no trabalho que estão realizando nas Bibliotecas municipais.
Desta vez, encarnei um Senhor-Feudal, "líder" de um povo assombrado por pragas. Sem motivo aparente, meu personagem convida o povo para seu castelo - muitos camponeses não vão, com medo do que isso pode significar em tempos como aqueles. Da mesma forma, muitos são atraídos, esperando um grande banquete e, lógico, a oportunidade de levar, na surdina, algo de valor.
Secretamente, eu guardava comigo (e levava ao pescoço) um medalhão amaldiçoado, que estava na minha família há gerações) - a quem o usava ele trazia enorme poder, sucesso e sorte nas conquistas, mas ele cobrava seu preço. No melhor estilo o Um anel, ele enlouquecia seu portador, e por fim traria a desgraça para seu reino. Como não poderia deixar se ser, seguindo outros chavões inevitáveis (hora, era um live para crianças e pré-adolescentes!), o nobre Senhor que eu interpretava havia atirado-se às graças do medalhão na esperança de trazer sua amada esposa de volta a vida (e isto nunca aconteceu). Mais clássico impossível!
Ciente disso, meu personagem promoveu a tal festa no intuito de passar sua maldição a diante.
História vai, estória vem... nos momentos finais o medalhão foi entregue a um "vassalo das terras do leste" - um jogador muito legal que interpretava a mesquinharia em pessoa. No início, por ter descoberto a verdade, tentou negar o presente, mas tendo ele em mãos sucumbiu quase que imediatamente a seu poder! Ergueu o colar e todos no castelo tombaram inconscientes.
Os organizadores recolocaram todos na mesa central, onde o jogo havia começado - e me orientaram a me apresentar novamente, como havia feito no princípio do Live, quando todos acordassem. Afinal, havia sido tudo um sonho? Uma alucinação coletiva? Mas onde estava o tal vassalo que entrara no castelo com todos? E o medalhão que o Senhor (meu personagem) levava no pescoço - de fato não era o mesmo, mas - o que significava?
O live terminou assim, com um clima meio desesperador de "oh meu deus, quem ele escolherá agora"!? Alguns jovens jogadores, desnorteados, perguntavam "mas foi só um sonho" - e as palmas rapidamente combriram as vozes destes...
Sem dúvida, é sempre divertido um live dos Confrades, inclusive estes produzidos junto com os alunos, nas oficinas gratuitas da prefeitura. Esse live tinha uma promessa especial: uma veia de fantasia (a última narrativa com fundo fantástico que vimos em um live da Confraria foi Triunfo e Tormento, no iníco do ano, e antes talvez só mesmo o Loucura, Uma face da mente)
A construção narrativa do acontecimento sobrenatural que pensamos (ou duvidamos que) possa se tratar de um sonho é uma remontagem da literatura Fantástica do século XIX - e de fato, hoje e no atual contexto, pode não soar tão pertubador ou instigante quando aos nossos amigos positivistas do passado. Sem dúvida, isso (esse cuidado com não extrapolar barreiras) serviu como introdução para a grande maioria dos jogadores (quase todos com menos de 12-13 anos, creio) e espero que também como retomada para as investigões nesse sentido por parte da Confraria das Idéias.
Resta também uma dúvida mais salgada (e menos pertinente a este trabalho em específico): esse modelo do século XIX tem hoje a mesma força que a 150 anos atrás?
Se essa construção é uma correspondência (e resposta) direta ao pensamento cientificista da sociedade da época, qual é a nossa construção? E a nossa correspondência? (não respondam...) E afinal, isso invalida a boa e velha contrução do fantástico (em oposição ao maravilhoso)?
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 13 de março de 2009
Patati, Paraty
Postado por
Luiz Falcão
às
22:13
Faz tempo já:

Eu e o Tadeu, paratynando (como sempre, mas em Paraty)
notem o fabulário na mão: leitura indispensável!

Desbravando o continente perdido!
balanço final: acabaram-se as edições em português que levamos ao Rio, e voltamos para SP mais leves (exceto pelo óleo, que consumimos, do pastel de 30cm!)

Eu e o Tadeu, paratynando (como sempre, mas em Paraty)
notem o fabulário na mão: leitura indispensável!

Desbravando o continente perdido!
balanço final: acabaram-se as edições em português que levamos ao Rio, e voltamos para SP mais leves (exceto pelo óleo, que consumimos, do pastel de 30cm!)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Eu, que me notei barroco
Postado por
Luiz Falcão
às
16:59
Acabo de ter um momento de profunda agitação - algo como uma epifania, só que na versão adolescente. Fico agitado, perco a concentração e a mente voa, para longe, fazendo conexões estridentes rápido demais para que eu consiga me lembrar de todas.
Para dizer a verdade, ainda estou nesse momento.
Entrei hoje no Blog do professor Fábio Fernandes (não meu professor, mas professor sim, ora bolas), que costumo acompanhar apenas pelo Google Reader. Qual não foi minha surpresa ao ver a casa diferente, reformada. Do meio apático e pesado header verde e preto para uma opção vermelha e branca, mais clean, mas com muito, muito mais punch.
Fiquei me sentindo um barroco! Um barroco! Um rococó! Recentemente refiz o layout do blog do Fabulário (versão nova no ar em breve) e foi essa a impressão que tive ao ver o Blog do Fábio: senti-me um barroco.
Mandei um e-mail parabenizando-o pelo layout do Pós-estranho, disse que não tinha me acostumado apenas com as letras vermelhas. Eis que ele me respondeu: "é para gerar um estranhamento chklovskiano". !!!!!!! Citou Chiklovski!!! Aplicou um conceito literário do formalismo russo à design!!!!!!!!!! E mandou um dos princípios de design para a web mais básico e bundão para o espaço!
Foi justamente aí que começou minha epifania, que devo confessar, somou-se a um copo bem servido de café.
Sei que é terrível para um ego, já muito bem massageado, pelo que vemos, ouvir ou ler uma declaração como a que eu vou dar, então vou fazê-lo com humor. Quando crescer, eu quero ser um pouquinho (só um pouquinho, ok?) como Fábio Fernandes. Leitura anual quatro mil e quinhentos livros inclusa.
Infelizmente não tenho printscreen do antigo pós-estranho. Então fiquem com a novo e com meu barroquismo no Fabulário (quando inaugurar eu aviso):


PS: e ele ainda conseguiu provocar-me este baque com uma imagem reutilizada!
Para dizer a verdade, ainda estou nesse momento.
Entrei hoje no Blog do professor Fábio Fernandes (não meu professor, mas professor sim, ora bolas), que costumo acompanhar apenas pelo Google Reader. Qual não foi minha surpresa ao ver a casa diferente, reformada. Do meio apático e pesado header verde e preto para uma opção vermelha e branca, mais clean, mas com muito, muito mais punch.
Fiquei me sentindo um barroco! Um barroco! Um rococó! Recentemente refiz o layout do blog do Fabulário (versão nova no ar em breve) e foi essa a impressão que tive ao ver o Blog do Fábio: senti-me um barroco.
Mandei um e-mail parabenizando-o pelo layout do Pós-estranho, disse que não tinha me acostumado apenas com as letras vermelhas. Eis que ele me respondeu: "é para gerar um estranhamento chklovskiano". !!!!!!! Citou Chiklovski!!! Aplicou um conceito literário do formalismo russo à design!!!!!!!!!! E mandou um dos princípios de design para a web mais básico e bundão para o espaço!
Foi justamente aí que começou minha epifania, que devo confessar, somou-se a um copo bem servido de café.
Sei que é terrível para um ego, já muito bem massageado, pelo que vemos, ouvir ou ler uma declaração como a que eu vou dar, então vou fazê-lo com humor. Quando crescer, eu quero ser um pouquinho (só um pouquinho, ok?) como Fábio Fernandes. Leitura anual quatro mil e quinhentos livros inclusa.
Infelizmente não tenho printscreen do antigo pós-estranho. Então fiquem com a novo e com meu barroquismo no Fabulário (quando inaugurar eu aviso):


PS: e ele ainda conseguiu provocar-me este baque com uma imagem reutilizada!
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Trabalheira
Postado por
Luiz Falcão
às
04:01
Fabulário Blog: Invisíveis por que querem (parte 3)
MISSÃO CUMPRIDA (e missão comprida). A postagem acima linkada refere-se a um evento que aconteceu em 21 de setembro.
O que significa que estou a.... (momento para calcular às 4hs da manhã) .... 5 meses (!!!!!!!!!!) devendo essa postagem.
Bem... lá está, no Blog do Fabulário. Tem vídeo, imagem, e muito, muito texto. E olha que eu tive que tirar uma foto sensacional do Kulpas, porque não estava cabendo. Aliás, a foto do tavares também está um espetáculo (apesar de que agora eu olho e ele parece um sujeito mau... rs)
Essa postagem exorcisa, simbolicamente, minhas dívidas do ano passado (ficarei devendo, quem sabe eternamente, minha comparação entre a Scarium Pulp e o Ficção e Polpa, essa não teve jeito). Sinto-me aliviado - ainda que o alívio completo seja inexistente: sempre vou pensar na foto que não coloquei, que podia ter quebrado a postagem, que podia ter refeito a abertura dos vídeos com a versão final do logo e assim por diante.
Fora as milhartes de fotos (muitas delas até boas!) que eu tirei nesse evento - e que eu já nem tenho espaço para subir no PICASA. Se você for dos rapagões (ou se for a Adriana Amaral, rs) que estiveram no palco, sinta-se a vontade para pedir as fotos por e-mail!
Para finalizar, fica um flash, que documenta 1% da trabalheira que me deu fazer este post - vou reavaliar para os próximos, fazer recortes, diminuir a pretensão, fazer anotações... essas coisas.

PS: tem algo que eu queria ter amarrado na postagem mas não consegui: Fiquei chateado quando Bráulio Tavares (pelo qual nunca escondi a admiração) disse para a platéia que "isso não é nada mais do que um clube. Somos um clube de amigos que gostam de ficção científica, fazemos todos parte desse clube". Somado com o comentário que frisei na postagem da Adriana Amaral, mais as declarações do Tavares nos Fantasticons de que ele é "embaixador" do mainstream: isso tudo me deixa muito triste.
Não quero ser parte de um "grupinho", de um "clubinho". Se existe mesmo um fandemônio, um gueto, é porque até mesmo pessoas como Bráulio Tavares estão se esforçando (ainda que apenas discursivamente) para isso.
Em uma de minhas postagens sobre o Invisibilidades, Otávio Aragão, Jacques Barcia e Fábio Fernandes pediram: vamos derrubar o muro!
Fica a reflexão.
(ou o resmungo de um jovem muito velho, às 4hs da manhã)
MISSÃO CUMPRIDA (e missão comprida). A postagem acima linkada refere-se a um evento que aconteceu em 21 de setembro.
O que significa que estou a.... (momento para calcular às 4hs da manhã) .... 5 meses (!!!!!!!!!!) devendo essa postagem.
Bem... lá está, no Blog do Fabulário. Tem vídeo, imagem, e muito, muito texto. E olha que eu tive que tirar uma foto sensacional do Kulpas, porque não estava cabendo. Aliás, a foto do tavares também está um espetáculo (apesar de que agora eu olho e ele parece um sujeito mau... rs)
Essa postagem exorcisa, simbolicamente, minhas dívidas do ano passado (ficarei devendo, quem sabe eternamente, minha comparação entre a Scarium Pulp e o Ficção e Polpa, essa não teve jeito). Sinto-me aliviado - ainda que o alívio completo seja inexistente: sempre vou pensar na foto que não coloquei, que podia ter quebrado a postagem, que podia ter refeito a abertura dos vídeos com a versão final do logo e assim por diante.
Fora as milhartes de fotos (muitas delas até boas!) que eu tirei nesse evento - e que eu já nem tenho espaço para subir no PICASA. Se você for dos rapagões (ou se for a Adriana Amaral, rs) que estiveram no palco, sinta-se a vontade para pedir as fotos por e-mail!
Para finalizar, fica um flash, que documenta 1% da trabalheira que me deu fazer este post - vou reavaliar para os próximos, fazer recortes, diminuir a pretensão, fazer anotações... essas coisas.

PS: tem algo que eu queria ter amarrado na postagem mas não consegui: Fiquei chateado quando Bráulio Tavares (pelo qual nunca escondi a admiração) disse para a platéia que "isso não é nada mais do que um clube. Somos um clube de amigos que gostam de ficção científica, fazemos todos parte desse clube". Somado com o comentário que frisei na postagem da Adriana Amaral, mais as declarações do Tavares nos Fantasticons de que ele é "embaixador" do mainstream: isso tudo me deixa muito triste.
Não quero ser parte de um "grupinho", de um "clubinho". Se existe mesmo um fandemônio, um gueto, é porque até mesmo pessoas como Bráulio Tavares estão se esforçando (ainda que apenas discursivamente) para isso.
Em uma de minhas postagens sobre o Invisibilidades, Otávio Aragão, Jacques Barcia e Fábio Fernandes pediram: vamos derrubar o muro!
Fica a reflexão.
(ou o resmungo de um jovem muito velho, às 4hs da manhã)
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Loucuras da Madrugada
Postado por
Luiz Falcão
às
03:11
Tanta coisa para fazer e eu "brincando de designer"! (enquanto minha ta-da list só cresce!)
http://fabulariozine.blogspot.com
e ainda este ano:
http://coletivofabulario.blogspot.com
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Máscaras
Postado por
Luiz Falcão
às
18:35
No final de 2006 eu tinha acabado de concluir um curso de Live-Action com a Confraria das Idéias. Eu já realizava live-actions pelo menos desde 2005, quando eu e um grande amigo começamos a realizar um live aberto, com cerca de 30 participantes, baseado no Universo descrito nos livros-jogos da Editora Daemon (mais especificamente o livro Trevas e seus correlatos).
Live-Action, para quem não sabe, é uma modalidade de RPG (Role Plaiyng Game) que mistura jogo com teatro. Cada participante representa um personagem, mas não há roteiro estabelecido e conhecido por todos. Cabe aos organizadores colocar motivações para o desenvolvimento do enredo, muitas vezes no histórico desses personagens ou usando um tipo de personagem especial: um jogador devidamente orientado ou um personagem interpretado por alguém da organização.
Naquele ano, eu procurei o curso da Confraria (ou talvez ela tenha me procurado) porque depois de minha experiência com aquele live em 2005 (realizamos um por mês, durante uns 6 meses) eu estava empolgado e pronto para realizar lives mais interessantes, refinados e elaborados - e eu acreditava que o curso me daria uma bagagem boa e algum "networking" (ainda que na época eu falasse em "profissionalismo" e não em "networking").
Enfim, depois do curso concluído eu saí com muitas das idéias que eu já tinha e com algumas idéias novas. Nunca cheguei a realizar nenhuma (pelo menos, não até agora), mas trabalhei nelas por um tempo. E uma das frentes nas quais trabalhei me fez começar meu trabalho com máscaras.
Eu fui realizando, na surdina, na madrugada, em momentos crepusculares da vida (e uma vez inclusive em uma disciplina da faculdade) máscaras de papel machê.
Fiz isso durante anos, muito de vagar... e cada vez mais a possibilidade de usá-las para sua finalidade inicialmente pretendida foi ficando para trás, se perdendo.
Originalmente elas tinham uma finalidade teatral (aliás, o Teatro era a grande fonte da qual eu queria beber para melhorar o live-action, que na minha opinião, até hoje, está nocivamente relacionado a herança do rpg - e quando lembro disso, ainda alimento minha vontade de realizar live-actions). As máscaras comporiam personagens, catalizariam a imersão, potencializariam a interpretação... Depois, sob a luz dos conhecimentos desenvolvidos na faculdade, outras questões começaram a chamar atenção... mas tudo se perdeu, um pouco, com a passagem do tempo.
A produção seguiu assim: "estrangeira". Unheimlinch. Estranha-familiar-estranha.
Neste setembro de 2008, mês de aniversário do Blog do Fabulário, elas voltaram - por ironia ou não, eu fui chamado para fazer parte do grupo que viria a se tornar o Fabulário concomitantemente com o início da produção das máscaras. Na procura por uma "graça", um motivo para as fotos da comemoração, não restou dúvidas. As máscaras foram escolhidas.
E eu devo admitir que fiquei muito feliz em finalmente ver alguma utilidade para elas. Vê-las em funcionamento, como "prato principal". De fato, elas não foram feitas para ficar paradas.
Vieram a minha mente todos os comentários que ouvi a respeito (as críticas negativas, esnobamentos, detratações, as críticas positivas, surpreendimentos, elogios), todos os destinos a elas imaginados (lives, teatro, paredes, lixo) e senti algum reconhecimento prático, senti alguma eficácia associada, algum valor agregado a este trabalho.









Mais fotos deste dia (diferentes e legais), você encontra no Blog do Fabulário, com os depoimentos da turma:
Postagem de Aniversário - Fabulário Fanzine
Live-Action, para quem não sabe, é uma modalidade de RPG (Role Plaiyng Game) que mistura jogo com teatro. Cada participante representa um personagem, mas não há roteiro estabelecido e conhecido por todos. Cabe aos organizadores colocar motivações para o desenvolvimento do enredo, muitas vezes no histórico desses personagens ou usando um tipo de personagem especial: um jogador devidamente orientado ou um personagem interpretado por alguém da organização.
Naquele ano, eu procurei o curso da Confraria (ou talvez ela tenha me procurado) porque depois de minha experiência com aquele live em 2005 (realizamos um por mês, durante uns 6 meses) eu estava empolgado e pronto para realizar lives mais interessantes, refinados e elaborados - e eu acreditava que o curso me daria uma bagagem boa e algum "networking" (ainda que na época eu falasse em "profissionalismo" e não em "networking").
Enfim, depois do curso concluído eu saí com muitas das idéias que eu já tinha e com algumas idéias novas. Nunca cheguei a realizar nenhuma (pelo menos, não até agora), mas trabalhei nelas por um tempo. E uma das frentes nas quais trabalhei me fez começar meu trabalho com máscaras.
Eu fui realizando, na surdina, na madrugada, em momentos crepusculares da vida (e uma vez inclusive em uma disciplina da faculdade) máscaras de papel machê.
Fiz isso durante anos, muito de vagar... e cada vez mais a possibilidade de usá-las para sua finalidade inicialmente pretendida foi ficando para trás, se perdendo.
Originalmente elas tinham uma finalidade teatral (aliás, o Teatro era a grande fonte da qual eu queria beber para melhorar o live-action, que na minha opinião, até hoje, está nocivamente relacionado a herança do rpg - e quando lembro disso, ainda alimento minha vontade de realizar live-actions). As máscaras comporiam personagens, catalizariam a imersão, potencializariam a interpretação... Depois, sob a luz dos conhecimentos desenvolvidos na faculdade, outras questões começaram a chamar atenção... mas tudo se perdeu, um pouco, com a passagem do tempo.
A produção seguiu assim: "estrangeira". Unheimlinch. Estranha-familiar-estranha.
Neste setembro de 2008, mês de aniversário do Blog do Fabulário, elas voltaram - por ironia ou não, eu fui chamado para fazer parte do grupo que viria a se tornar o Fabulário concomitantemente com o início da produção das máscaras. Na procura por uma "graça", um motivo para as fotos da comemoração, não restou dúvidas. As máscaras foram escolhidas.
E eu devo admitir que fiquei muito feliz em finalmente ver alguma utilidade para elas. Vê-las em funcionamento, como "prato principal". De fato, elas não foram feitas para ficar paradas.
Vieram a minha mente todos os comentários que ouvi a respeito (as críticas negativas, esnobamentos, detratações, as críticas positivas, surpreendimentos, elogios), todos os destinos a elas imaginados (lives, teatro, paredes, lixo) e senti algum reconhecimento prático, senti alguma eficácia associada, algum valor agregado a este trabalho.









Mais fotos deste dia (diferentes e legais), você encontra no Blog do Fabulário, com os depoimentos da turma:Postagem de Aniversário - Fabulário Fanzine
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