quinta-feira, 16 de julho de 2015

Álcool, de Luiz Prado, no Ciclo de Iniciação do Larp


Tá vendo esse cartaz lindão, aqui?


Ele é pra divulgar o segundo encontro do Ciclo de iniciação ao larp, no SESC Ipiranga.

Nessa programação trazida pelo bróder Luiz Ricas, as atividades serão mediadas pelo larpwriter mais querido do coração, Luiz Prado, que é também o autor de todos os jogos do Ciclo.

E vocês acham que eu tou indicando só porque todos os envolvidos são meus amigos e chamam Luiz.... Não!

Álcool é uma das experiências mais fascinantes que eu já tive em um larp. Nunca vou esquecer da cena final da segunda vez que joguei com o parceiro querido Danilo Kobold, no labJogos 2014, em Belo Horizonte. Tem uma mecânica potente e versátil, lida com o poder da forma mais madura dentro do que chamo de "trilogia do coração" (Ouça no Volume Máximo, Café Amargo e Álcool) - que é uma trilogia sobre poder e afeto, e é um exemplar pra ninguém botar defeito de um larp com linguagem épica-brechtiana.

Foi publicado pelo primeira vez numa revista científica, a Mais Dados #1 - e até agora não foi realizado em São Paulo.

- O Ciclo de Iniciação ao Larp é uma atividade realizada pelo NpLarp - Núcleo de Pesquisa em Larp, a convite da ONG Confraria Das Ideias.

O encontro é gratuito e acontece nesta sexta das 19 às 22 horas, no Sesc Ipiranga, que fica na Rua Bom Pastor, 822.

Confira abaixo as próximas datas e larps do Ciclo:

17/7 – Álcool
24/7 – Três homens de terno
31/7 – Monstros

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Uma bibliografia sore Larp e Teatro

Dia 20 de maio, o Daniel Prado Cosenza, um dos atuais organizadores do Graal-MG, me procurou para conversarmos sobre larp.

Daniel Prado Consenza
Ele está quase concluindo o curso de comunicação (jornalismo) e decidiu fazer sua monografia sobre larp, segundo ele, porque identificou que a bibliografia em português não é muito extensa. (O que é verdade!)

Daniel planejava fazer uma análise do larp tomando como base as maiores teorias do teatro, mas seu orientador admitiu que não sabe muito sobre o tema e me recomendou falar com gente que tem mais contato com o larp. A ideia dele é partir de um grande nome do teatro (como Stanislavski, por exemplo) e analisar comparativamente 3 larps ao redor do mundo (a princípio também, Underworld LARP, os "larps europeus" e os larps do Graal RJ).

Pensando nesses pontos, eu elaborei uma pequena bibliografia, com meus comentários, que poderia ajudá-lo. Achei que outras pessoas poderiam achá-la útil também e pedi autorização para o Daniel para publicá-la por aqui.

Abaixo, o email que envivei a ele, na íntegra (com um pouquinho de tempero multimídia adicionado): 
Olá, Daniel

vou tentar fazer um apanhado do que acho mais relevante :)

Guia de Larp
esse foi um livreto que escrevi em 2011 (com ampliação em 2013)
representa o resultado inicial da pesquisa do NpLarp. De 2013 para cá, muita coisa aconteceu e o NpLarp conheceu muita coisa que estava na obscuridade.... então ele está um pouquinho desatualizado, mas não muito :)
Ainda é uma boa "porta de entrada", com muitos links e indicações de caminhos;
http://nplarp.blogspot.com.br/p/guia.html 

Larp Brasil - Jogos (larpscripts) em português
Um esforço para reunir alguns larpscripts (manuais para realizar larps) em português no mesmo lugar. Ainda é um beta, mas tem material interessante;
http://larpbrasil.blogspot.com.br/

Além de algumas ausências ocasionais, três autores ficaram de fora deliberadamente, por terem seus próprios blogs:
- Luiz Prado: https://luizprado.wordpress.com/ (meus destaques vão para para os jogos Café Amargo, Ouça no Volume Máximo e Álcool)
- Jonny Garcia: https://jonnyggarcia.wordpress.com/my-games-meus-jogos/
- Tiago Braga: http://partoproduc.blogspot.com.br/p/meus-jogos.html

Novos Sabores no larp Brasileiro
Esse artigo tenta contar um pouco a história do larp no Brasil e atualizar as coisas em relação ao Guia de Larp (ele vai até início de 2014);
Foi originalmente publicado em inglês na coletânea The Cutting Edge of Nordic Larp ( http://nordiclarp.org/w/images/e/e8/2014_The_Cutting_Edge_of_Nordic_Larp.pdf )
Em português: https://www.academia.edu/73768848/Novos_Sabores_do_Larp_Brasileiro_Da_coca_cola_à_caipirinha_com_gelo_nórdico 

Como o LabJogos Mudou a Minha Vida e o Cenário do Larp Nacional - fala de Luiz Prado
Em apenas 11 minutos, Luiz Prado atualiza o cenário do larp de 2013 para 2014, tendo como ponto de partida o Evento LabJogos (de 2013) e de chegada a edição do ano seguinte (2014).
https://www.youtube.com/watch?v=J0BuoDvcpso
Larp e Teatro - Uma Relação com a teoria de Peter Zond
Essa é uma discussão que estou tentando puxar desde 2010- 2011. Ela se baseia no livro "Teoria do Drama Moderno", de Péter Szondi,  para voltar a Aristóteles (e Hegel) e procurar entender as diferenças entre rpg e larp a partir de um ponto de vista comum a teoria do teatro.
http://luizfalcao.blogspot.com.br/2014/06/larp-e-rpg-de-mesa-onde-acaba-um-e.html

Larp e Teatro - Rolando Arte, ensaio de TCC do Renato Alves (Artes Cênicas na Unicamp)
Nesse texto, Renato Alves procura extrair alguns conceitos relacionados ao larp, a partir da leitura de textos canônicos do Larp Nórdico (presentes em alguns livros da conferência internacional Knutpunkt) - e relacioná-los com possíveis práticas no palco, no teatro contemporâneo. Aqui, Alves arrisca estabelecer algum paralelo com as pesquisas de Tadeus Kantor.
https://sobrelarp.blogspot.com/2010/12/rolando-arte-um-estudo-sobre-relacao.html

Larp e Teatro - Quando os dados (não) rolam - Dissertação de Mestrado de André Sarturi
Mestrado do André Sarturi (que hoje está fazendo doutorado em dança) no qual ele desenvolve e analisa profundamente uma série de experiências com larp. O material é valiosíssimo... único pesar é que, àquela época, Sarturi não tinha tido contato com um referencial teórico específico do larp... Mesmo assim, é um material ótimo. Aqui, ele traça comparativos entre o larp e o Drama Processo.
http://pesquisarpg.blogspot.com.br/2014/02/mestrado-rpg-quando-os-dados-nao-rolam.html

Larp e Teatro - Vigotsky
Não tenho um link propriamente, mas um indicativo de pesquisa. O pesquisador Wagner Luiz Schmit trabalha com larp e educação, mas sua linha de pesquisa é a psicologia. Seu principal referencial teórico é Vigotsky - um pensador russo que dedicou grande parte de seus escritos ao teatro (e aqui talvez haja um vínculo interessante com Stanislavski)
Outro vínculo possível com Stanislavski é Tchekov e, daí, o próprio Szondi (cuja teoria eu abordo superficialmente no texto sobre Épico x Dramático) pode ser uma boa ponte para relacionar a linguagem do larp a teoria teatral - especialmente abrangendo dentro do larp experiências como o Jeepform, larps Black Box nórdicos e larps como o brasileiro O Jogo do Bicho que abrem mão da ilusão do Drama para lançar mão de recursos do Épico - em comparação possível com o teatro de Brecht e Piscator. ((((isso quem está dizendo sou eu, que estudei teatro e larp... nunca vi bibliografia específica sobre isso. brisa minha)))

Em Áudio - Entrevista / Pate-papo do NpLarp com o Panzercast
Eu e o colega Luiz Prado - parceiro de inúmeros projetos - falamos do larp no Brasil e no Mundo, a cena nos países nórdicos, as características da linguagem e nosso trabalho nos grupos Boi Voador e NpLarp (e mais algumas coisas)!
http://pzcast.blogspot.com.br/2014/12/ep-023-larp.html
Larp Americano como Metáfora Nacional - Não me toque ou eu te processo (em inglês)
Artigo da jornalista americana (especializada em larp) Lizzie Stark, onde ela analisa e compara o Larp Americano e o Nórdico. Fundamental.
http://leavingmundania.com/2013/03/11/dont-touch-or-ill-sue-american-larp-as-national-metaphor/

As Regras Invisíveis do Roleplaying
Artigo do Marcus Montola (um dos principais pesquisadores de larp do mundo) em sua versão em português; Acho ele fundamental :)
https://drive.google.com/file/d/1JQSpju3TvIn7G-anK7EQkjsFWbzA8kXJ/view?usp=sharing

A Pedra Fundamental do Larp Nórdico (em inglês)
Reunião dos artigos "fundamentais" publicados de 2001-2013 na conferência internacional Knutpunkt,a mais relevante conferência sobre larp do mundo.
Muita coisa bacana aqui. (Confesso que eu mesmo não li muitos deles... fica difícil indicar leituras assim, mas uma olhada pelo livro pode fazer despertar sua própria curiosidade sobre os temas que você tiver maior afinidade)
http://nordiclarp.org/w/images/8/80/2014_The_Foundation_Stone_of_Nordic_Larp.pdf

Dogma 99
É de 1999, mas imortal. Os Clássicos nunca morrem :) - Falamos sobre ele no Panzercast, por exemplo.
http://fate.laiv.org/dogme99/en/
(estamos para lançar uma edição em português com comentários. O Luiz Prado fez uma fala sensacional a respeito esse ano no LabJogos, o vídeo também está para ser publicado foi publicado esse mês em https://www.youtube.com/watch?v=5uYBAAHShxs )
Se lembrar de mais coisa te mando.
Se você quiser dizer o que o interessou mais - e o que não lhe interessou nem um pouco - eu vou curtir saber também :)

vamos conversando!
abração!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Julio Plaza e Deltagar Kultur - três gradações da interação

Muito bom o artigo da Eliane Bettocchi e do Carlos Klimick para a revista MAIS DADOS - primeira publicação científica brasileira dedicada ao roleplaying.

Não conhecia - ou não me lembrava, é possível que tenha passado por isso na faculdade - a divisão do Julio Plaza entre as várias gradações de interatividade. Me surpreendi!

Eu estou às voltas com um livro sueco chamado Deltagar Kultur, não sei se os autores do artigo o conhecem. É de quatro autores e, por enquanto, só existe em sueco mesmo...

Mas o livro se relaciona fortemente com essa divisão do Plaza.

Deltagar Kultur divide a produção cultural em 3 esferas:

- Do espectador (spectatory - que corresponde ao exemplo do dom casmurro)

- Interativa (interactive - que corresponde ao exemplo dos livros-jogos)

- Participativa (participatory - que corresponde ao RPG, onde todos os participantes são co-autores).

Ao meu ver, a classificação do Deltagar Kultur é algo mais eficiente, uma vez que na de Plaza todos os três níveis de interação são chamados pelo mesmo nome (interação), enquanto a dos suecos facilita a diferenciação.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Unicorn City - A quem incomoda criar uma sociedade utópica baseada em OUTRAS regras?


cara.... um retrato muito competente do larp estado unidense.
aliás, da civilização estado unidense.
...
...



ok, brincadeirinha

por que será que estão sempre ridicularizando o larp nos estados unidos?
olha a sinopse desse filme:

"A hard core gamer creates a Utopian society based on rules of table top gaming in a desperate attempt to prove to a prospective employer that he has leadership skills."

o que incomoda - e quem incomoda - a possibilidade de "to create a Utopian society based on OTHER rules"? Nos EUA isso ainda é tratado com desdém, inclusive pelos próprios praticantes que por não entenderem a dimensão política de sua ação com o larp, continuam fazendo Unicorn Cities da vida....

na escandiávia e na república tcheca....
não.

(originalmente postado em um debate no facebook de Wagner Luiz Schimit, no dia 28 de fevereiro de 2013)




quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Uma arte dramática participativa

(originalmente postado no facebook, no dia 17 de setembro de 2014)

O larp é uma arte dramática participativa. Quer dizer: na prática do larp, não há distinção entre artistas e espectadores. Todo mundo que está ali é ao mesmo tempo autor e receptor....

Café Amargo é um excelente exemplo..... o texto constitui uma espécie de "Programa de Performance" para ser "executado" pelos participantes... mas a ideia é que não haja uma platéia exterior a experiência. Não é um espetáculo.

O larp chegou no Brasil nos anos 90, em uma vertente mais descontraída, ligada a narrativas de aventura e mistério.* A partir de 2011, outras experiências começaram a aparecer, em parte influenciadas pelo Larp dos países Nórdicos, que é o mais prolífero na investigação do larp enquanto linguagem artística. Desde 1999, pelo menos, muita gente tem ido fundo nessa investigação!

Aqui no Brasil, o Luiz Prado sem dúvida é uma das pessoas que tem o trabalho mais interessante na área.

A respeito da quantidade de pessoas, esses larps mais "aventurescos" (ligados a narrativas pulp, com parentescos com séries de TV, livros ou filmes hollywoodianos.... pra citar alguns exemplos), aqui no Brasil, costumam ser realizados com 30-40 pessoas. Essas experiências mais intimistas como Café Amargo, geralmente, ficam entre 3-15 pessoas.

Nas próximas 2 sextas-feiras, o Luiz Prado vai organizar, na Casa Amarela - Ateliê Compartilhado, o larp Ouça no Volume Máximo, para até 7 pessoas (se me lembro bem) onde os participantes representam integrantes de uma banda que se separou e, 15 anos depois, se reencontram para discutir um possível retorno. É um larp "sobre nostalgia, mágoas e recomeços".... eu já tive oportunidade de participar duas vezes! E recomendo muito!

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* Isto é, sem considerarmos práticas como o psicodrama ou o Teatro do Oprimido como larp, já que não se apresentam dessa maneira.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Larp e rpg de mesa - onde acaba um e começa o outro

Escrevi este texto como comentário ao artigo do Ivan Žalac, larper da Croácia, "Larp e rpg de mesa - onde acaba um e começa o outro" (Tabletop and larp - where does one end and the other begin?) em 1 de novembro de 2013.

Mesa do RPG Dresden Files (Foto:Dabe Alan) e jogadores interagindo com seus personagens durante o larp A Clínica (Foto: Mariana Waechter)
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Aqui no Brasil, em 2011, começamos a experimentar alguns jogos noruegueses que estão no meio do caminho entre as duas coisas também.

Ficaram muito populares, até hoje, os role playing poems (norwegianstyle.wordpress.com/category/role-playing-poems/). Jogos como A Peble e Good Night Darlings. Eles não são escritos nem como Tabletops nem como larps, as instruções geralmente são vagas o bastante para se encaixarem em qualquer uma das duas modalidades - ou em nenhuma delas.

Como eles foram introduzidos no Brasil pelo Boi Voador, que é um coletivo de larp de São Paulo, eles foram introduzidos na versão larp. Outros jogos noruegueses também carregam consigo essa polivalência.

Para mim, que tenho parte da minha formação em artes cênicas (que eu foi buscar depois de já estar engajado com larp) o ponto central da distinção entre RPG e LARP está no gênero narrativo.

A teoria que divide a poética (ou a representação) em três gêneros centrais tem origem em Aristóteles e se desenvolve e populariza no século XIX, tendo Hegel como um de seus propagadores. Os três gêneros se referem a unidade de tempo-espaço narrativo e seriam eles:

o gênero lírico (do tempo subjetivo, interior, geralmente associado a poesia e que Aristóteles menosprezava em sua Arte Poética);

o gênero épico (ligado ao tempo passado, a narração, a enunciação. é o tempo das grandes narrativas como a Odisséia e a Ilíada. O tempo dos romances e contos.)

o gênero dramático (ligado ao tempo presente, ao diálogo, a ação. é o tempo dos textos teatrais).

Nenhum dos três gêneros é absoluto - ele sempre dividirá espaço com outros. Num drama, um personagem pode narrrar um feito passado (épico) e falar de sua subjetividade (lírico). Num romance, qualquer diálogo poderá ser considerado dramático.

Dessa forma, podemos dizer que o RPG está para o gênero épico como o larp está para o gênero dramático. Um e outro vão, claro, em maior ou menor grau, flertar com o gênero vizinho.

Os larps jeepform, por exemplo, são bastante épicos (como o teatro épico de Brecht). Os RPGs que o Aaron Vanek citou no comentário dele são bastante dramáticos.

Em alguns casos é difícil dizer se um jogo é larp ou RPG. Aqui no Brasil, As Extraordinárias Aventuras do Barão de Munchausen, de Michael Cule, Baron Munchausen, James Wallis, Derek Pearcy, é relativamente popular. É um jogo tabletop, onde os participantes sentados ao redor de uma mesa interpretam seus personagens, que estão sentados ao redor de uma mesa, por todo o tempo do jogo. Então é larp? Pra mim é. Mas tanto faz.

Larp e RPG, no meu entendimento, são linguagens próprias e autônomas, mas que estão dentro de um grande continuum. Interessa menos dizer onde começa um e onde acaba o outro do que reconhecer as qualidades e especificidades de cada uma (ou de ambas) e aprender a usá-las a seu favor independente de para qual plataforma, seja tabletop ou "em pé".

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O texto foi gentilmente traduzido para o inglês pelo Igor Smith, que me convidou para comentar o artigo!

Para quem quiser conhecer mais role playing poems, tem alguns traduzidos no site do NpLarp e o Jonny Garcia também traduziu vários deles para o labLARP.


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Leia também:

Larp não é rpg, de Luiz Prado (sobre o mesmo tema)

- Uma arte dramática participativa, de Luiz Falcão

Julio Plaza e Deltagar Kultur - três gradações da interação, de Luiz Falcão

domingo, 30 de março de 2014

O Nordic Larp está sendo colocado em cheque

postado originalmente no facebook em 30 de março de 2014

Ainda não li o artigo todo, compartilhado pelo Tony Mitton. Mas definitivamente o "Nordic Larp" está sendo colocado em cheque! (A poucos dias, Claus Raasted, Martin Ericsson e Aaron Vanek gravaram um podcast meio bêbados em um karaokê em Nova Iorque intitulado "Nordic Larp Sucks", no contexto da Living Games Conference).

Aqui o livro "Nordic Larp" e toda a cultura relacionada ao Knutepunkt foi determinante na construção dessa "Nova Onda" do larp brasileiro, como eu procuro apontar no artigo que foi publicado no The Cutting Edge of Nordic Larp. Mas eu devo confessar minha rejeição do termo Nordic Larp.

Eu não faço Nordic Larp. Eu faço larp e pronto. Fora dos contextos específicos onde eu acho que vale a pena usar o termo (para se referir a um movimento específico que tem como cenário principal a Finlândia, Noruega, Dinamarca e Suécia), eu acho equivocado aplicá-la a um "tipo" ou "forma" de larp. Dessa forma, ninguém vai me ouvir falando que A Clínica é Nordic Larp, ou que Ouça no Volume Máximo é Nordic Larp.

Eles são larp. Pelo contrário, eu vou dizer que tem o larp e como exceção tem o "boffer larp" e o "vampire larp", ou o "zombielarp" por exemplo. Mesmo que em termos numéricos de praticantes isso possa parecer estranho para alguém. Isso porque o larp é uma linguagem. O que muita gente está chamando de Nordic Larp é que se trata do campo vasto da linguagem, é meio briza querer agrupá-lo em uma subcategoria própria quando na verdade o que consiste em uma particularidade, um "subtipo" é esse outro tipo de larp.

Enfim. Defendo que não há uma larp (que é o boffer-larp ou o vampire-larp ou o american freeform) e o Nordic Larp é diferente disso.... Pelo contrário: há um larp (uma linguagem) e dentro dele o vampire-larp, o boffer-larp, se destacam como particularidades.




Tony Mitton carregou um arquivo.
Um, so at Intercon I gave a presentation entitled "Nordic Larps are Toss" and it ended up mentioned a few times on Facebook.
So here, for no particular reason other than I was asked, is my somewhat amended write-up of that talk. It's a bit long, and probably rather dull, so I wouldn't necessarily recommend reading it.
Oh, and since I'm neither Nordic nor North American I probably shouldn't be in this group anyway...