sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Eu, que me notei barroco

Acabo de ter um momento de profunda agitação - algo como uma epifania, só que na versão adolescente. Fico agitado, perco a concentração e a mente voa, para longe, fazendo conexões estridentes rápido demais para que eu consiga me lembrar de todas.

Para dizer a verdade, ainda estou nesse momento.

Entrei hoje no Blog do professor Fábio Fernandes (não meu professor, mas professor sim, ora bolas), que costumo acompanhar apenas pelo Google Reader. Qual não foi minha surpresa ao ver a casa diferente, reformada. Do meio apático e pesado header verde e preto para uma opção vermelha e branca, mais clean, mas com muito, muito mais punch.

Fiquei me sentindo um barroco! Um barroco! Um rococó! Recentemente refiz o layout do blog do Fabulário (versão nova no ar em breve) e foi essa a impressão que tive ao ver o Blog do Fábio: senti-me um barroco.

Mandei um e-mail parabenizando-o pelo layout do Pós-estranho, disse que não tinha me acostumado apenas com as letras vermelhas. Eis que ele me respondeu: "é para gerar um estranhamento chklovskiano". !!!!!!! Citou Chiklovski!!! Aplicou um conceito literário do formalismo russo à design!!!!!!!!!! E mandou um dos princípios de design para a web mais básico e bundão para o espaço!

Foi justamente aí que começou minha epifania, que devo confessar, somou-se a um copo bem servido de café.

Sei que é terrível para um ego, já muito bem massageado, pelo que vemos, ouvir ou ler uma declaração como a que eu vou dar, então vou fazê-lo com humor. Quando crescer, eu quero ser um pouquinho (só um pouquinho, ok?) como Fábio Fernandes. Leitura anual quatro mil e quinhentos livros inclusa.


Infelizmente não tenho printscreen do antigo pós-estranho. Então fiquem com a novo e com meu barroquismo no Fabulário (quando inaugurar eu aviso):






PS: e ele ainda conseguiu provocar-me este baque com uma imagem reutilizada!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Trabalheira

Fabulário Blog: Invisíveis por que querem (parte 3)

MISSÃO CUMPRIDA (e missão comprida). A postagem acima linkada refere-se a um evento que aconteceu em 21 de setembro.
O que significa que estou a.... (momento para calcular às 4hs da manhã) .... 5 meses (!!!!!!!!!!) devendo essa postagem.

Bem... lá está, no Blog do Fabulário. Tem vídeo, imagem, e muito, muito texto. E olha que eu tive que tirar uma foto sensacional do Kulpas, porque não estava cabendo. Aliás, a foto do tavares também está um espetáculo (apesar de que agora eu olho e ele parece um sujeito mau... rs)

Essa postagem exorcisa, simbolicamente, minhas dívidas do ano passado (ficarei devendo, quem sabe eternamente, minha comparação entre a Scarium Pulp e o Ficção e Polpa, essa não teve jeito). Sinto-me aliviado - ainda que o alívio completo seja inexistente: sempre vou pensar na foto que não coloquei, que podia ter quebrado a postagem, que podia ter refeito a abertura dos vídeos com a versão final do logo e assim por diante.

Fora as milhartes de fotos (muitas delas até boas!) que eu tirei nesse evento - e que eu já nem tenho espaço para subir no PICASA. Se você for dos rapagões (ou se for a Adriana Amaral, rs) que estiveram no palco, sinta-se a vontade para pedir as fotos por e-mail!

Para finalizar, fica um flash, que documenta 1% da trabalheira que me deu fazer este post - vou reavaliar para os próximos, fazer recortes, diminuir a pretensão, fazer anotações... essas coisas.



PS: tem algo que eu queria ter amarrado na postagem mas não consegui: Fiquei chateado quando Bráulio Tavares (pelo qual nunca escondi a admiração) disse para a platéia que "isso não é nada mais do que um clube. Somos um clube de amigos que gostam de ficção científica, fazemos todos parte desse clube". Somado com o comentário que frisei na postagem da Adriana Amaral, mais as declarações do Tavares nos Fantasticons de que ele é "embaixador" do mainstream: isso tudo me deixa muito triste.

Não quero ser parte de um "grupinho", de um "clubinho". Se existe mesmo um fandemônio, um gueto, é porque até mesmo pessoas como Bráulio Tavares estão se esforçando (ainda que apenas discursivamente) para isso.

Em uma de minhas postagens sobre o Invisibilidades, Otávio Aragão, Jacques Barcia e Fábio Fernandes pediram: vamos derrubar o muro!

Fica a reflexão.
(ou o resmungo de um jovem muito velho, às 4hs da manhã)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Nexos e Linguagem do Corpo

Anotações da primeira aula boa do semestre.
"weblogado" para não esquecer nem perder de vista.


Os quatro primeiros comentários nesta postagem referem-se a outro assunto. Peço desculpas ao eventual leitor que sentir que esta postagem está "poluída", mas prefiro assim do que deletar os comentários.
Agradeço a visita!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ficou igualzinho

E não é que ficou?

Diomedes, o detetive de O dobro de CincoEsse senhor aí em cima é a versão cinematográfica do Diomedes, detetive dos quadrinhos da série O Dobro de Cinco, de Lourenço Mutarelli. Li o primeiro volume na sexta-série do ensino fundamental e gostei na hora. Quem me emprestou foi um amigo meio maluco... acho que cheguei a ler o segundo volume também, mas parei por aí.

Saiu no site do Lourenço:
"O mágico é a única criatura na face da terra que tem o direito de desaparecer”.

Diomedes, um detetive fracassado, que nunca resolvera um único caso, mergulha de cabeça no mundo bizarro do Grande Circo, um famoso circo no passado, hoje apenas um lugar fantasmagórico, mais parecido com um hospício burlesco, para encontrar Enigmo, o mágico que transformava água em vinho, a pedido do pessonhento Hermes.
Nem sempre um detetive encontra exatamente o que procura.

IPANEMA apresenta O Dobro de Cinco, longa-metragem baseado na Graphic Novel de Lourenço Mutarelli. 2009 nos cinemas.

Diretor: Dennisson Ramalho
Diretor de Fotografia: Ricardo Della Rosa
Desenhista de Produção: Rafael Grampá
Produtores: Paulo Schmidt, Tadeu Jungle e Rodrigo Teixeira

O time tem alguns nomes que já conheço. Dennisson Ramalho é o diretor do Encarnação do Demônio (que detestei, mas um amigo do cinema me disse que estava bem dirigido). Rafael Grampá é ganhador do Eisner e autor do Mesmo Dellivery e pelo visto mandou muitíssimo bem.

Lourenço Mutarelli é um prodígio: quadrinista, escritor, dramaturgo, ator... só falta montar uma banda. Seu livro O Cheiro do Ralo foi filmado por Heitor Dália, que já tinha trabalhado com ele no longa Nina. Recentemente deixou a Devir na mão para publicar A Arte de produzir efeito sem causa pela Cia das letras.

Com produção competente, a boa experiência que tivemos com a adaptação anterior de uma obra de Mutarelli (O Cheiro), parece que tudo vai dar certo (tirando a corneada da mulher, os tiros no joelho e outras coisinhas que podem acometer nosso detetive) com Diomedes e o Dobro de cinco. Tomara que vire franquia.

Ele vai!

Eugênio vai à Feira

Teaser do Eugênio. A primeira tirinha foi esta segunda-feira. Nossa previsão é que sejam tirinhas semanais, a vontade é fazer diárias, mas somos realistas.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cartaz - 200 no Rio

Aqui é assim: a gente se vira nos 30. Tem que fazer site faz, revista faz, folder faz, cartaz faz. Faz até entrega se for preciso (e geralmente é). Coloco aqui no Blog o processo de um design "de última hora" que gostei muito. Última hora está entre aspas porque foi feito no tempo que qualquer cartaz provavelmente é feito, um recorde aqui no trabalho já que geralmente os tempos são ou muito estendidos ou muito espremidos.

O logo deste evento também fui eu que fiz, baseado no logo muito mais legal do evento anterior - que eu também tinha feito. Mas o logo não é tão querido quanto o cartaz, o pessoal aqui apitou demais e eu fui mais pedreiro do que arquiteto. Com o cartaz não foi assim. O cartaz foi um filhinho meu esse ano. Espero que alguém aí goste tanto quanto eu.

Ok! Cartaz do torneio do Rio. Mostrar o Pão de Açúcar (o torneio era no pé do Pão de Açúcar, no Forte). A princípio, vamos mostrar o logo (que também fui eu que fiz)...

Certo... fracasso completo, vamos colocar uns competidores. Aqui já tinha saído o Pão de Açúcar. Mas ainda não está legal, que coisa sem charme!

Depois de uma passeada pela internet em busca de referências, encontro no blog da Deserée Melo vários cartazes excelentes. A resposta estava lá, vamos girar umas coisas
Um pouco mais dinâmico e legível (neste, testando a mancha gráfica da inclinação).

Vamos botar esse ângulo em tudo agora.... E jogar com as cores. O laranja é o mesmo que está em um dos lutadores. A marca do instituto que promove o torneio continua intocada, mas a do torneio vai na onda

E não é que o torneio ia ser no dia das crianças!? Dois dias antes de mandar para a prensa, vamos colocar umas crianças no cartaz!
Entra o texto (quase) definitivo

Mais uma mexida aqui e ali: alegria para as crianças (trocar o azul pelo laranja). Meu chefe vem mexer em tudo, ajeitamos os horários, encaixamos as informações que estavam faltando, site, ele acrescenta essa fileira de samurais na metade vertical do cartaz.... Uau! Missão cumprida: pode imprimir.

No final, não conseguimos evitar: tem algo de folheto de pizzaria nele. Tanta informação! Mas acho que resolvemos bem, ficou bem dinâmico, divertido e tudo ficou arrumadinho. Fiquei feliz porque o grosso do cartaz eu fiz sozinho e vi um pouco de mim quando colocaram uma cópia dele na cozinha da empresa, e outra na sala do Big Boss. Entre 100 e 200 cartazes foram espalhados no Rio de Janeiro, nas redondezas do Forte da Urca, onde aconteceu o evento - você viu algum deles lá?