quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

luiz falcão e seus sete elefantes serão submetidos à banca examinadora

Convido a todos para assistir a banca examinadora do meu trabalho de conclusão de curso, no Bacharelado em Artes Visuais.
Tratar-se-á da defesa do vídeo realizado durante este semestre, intitulado 7 elefantes, e correspondente artigo teórico.

Segue o convite, aguardo a presença dos amigos. ; )


luiz falcão e seus 7 elefantes serão submetidos à banca examinadora.
local: Unicentro Belas Artes de São Paulo. Unidade 2. Rua Dr. Álvaro Alvim, 90 - Vila Mariana. Próx. ao Metrô Vila Mariana.
dia/horário: nesta quinta-feira, AMANHÃ, dia 10 de dezembro. 17hs.
dúvidas e orientações: (11) 8586-0234 (luiz f.)

sábado, 21 de novembro de 2009

Com público

ensaio da performance "tem vida na vida da gente" do artista wiliam barreto, no meu apartamento.
foto: mariana waechter

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Caetaneei



obrigado Ana.

obrigado Caetano.

(Obrigado Kassin + 2)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ah! A ironia...

Vejam só que ironia essa mensagem que eu recebi do orkut:
Olá, Luiz,

Parece que não somos os únicos que achamos você legal. Veja o depoimento que Fulano escreveu sobre você.

"chatinho pra porra."

Não vê a hora de aceitar este depoimento? Vá para a sua página inicial do orkut.
Não vi a hora foi de mandar a mer**. Textos prontos são irônicos (e pessoas sem criatividade também, vejam lá meu orkut, quantas pessoas me chamaram de chato com muito mais pompa e carinho).
O nome do sujeito foi poupado, para preservar sua identidade (e minha imagem pessoal).

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Apolo 11, devastação da terra e colônias espaciais...

Quem acompanha meus outros Blogs já viu, no fabulário, ou na confraria mas ficou faltando colocar nesse.

Tem tempo que eu quero mexer com vídeo, com edição e narrativa. A idéia da fazer um trailer para um live-action da Confraria das Ideias, ONG da qual faço parte há uns 2 ou 3 anos, foi uma oportunidade de realizar esse exercício.




Passei praticamente uma semana no vídeo, entre captar meu relógio de pulso, escolher a trilha sonora adequada, recolher e converter os vídeos adequados. Seja como for, não teria feito nada disso sozinho, todas as escolhas e direcionamentos foram dados pelos confrades. Como eu costumava dizer, sou um pinguim: sozinho não posso nada, não faço nada, mas em grupo, estamos aí. A trilha sonora foi escolha do Confrade Paulo, se não me engano, as imagens de filmes foram sugestão do Confrade Godoy, o roteiro, baseado no release escrito por este mesmo Confrade. Da minha parte, assim, num sentido minimamente autoral, foi o lance do relógio.

Para falar a verdade, o resultado final não me agradou muito. Coisa de quem está apredendo, eu acho: não domina a linguagem, nem os recursos, e a coisa sai toda estranha, com letreiros imensos, cortes hesitantes e ritmo encasquetado.

Mas não é que ficou uma estorinha de FC bacana? Melhor que isso só o live mesmo, com direito a máquina do tempo chupinhada de La Jeteé, pessoas duplicadas através do tempo e ataque de monstros em tempo real (no meio da neblina espessa! LOUCO!).

Confiram as fotos no Blog da Confraria. Quem sabe um dia a gente não solta um vídeo também, como o que fizemos com o Faroeste.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

bicicleta nova + luiz = vergueiro, liberdade - sé - anhangabaú - tiradentes - cruzeiro do sul.... e as chaves?! ou como fui parar na goma alheia às 2h

Começou na quarta-feira. Decidido por fim como, qual e onde comprar minha primeira bicicleta da maioridade. Ligo impetuoso para muitos lugares. Fecho a compra na total bike, que tem uma loja perto do serviço, na rua Cubatão. Só que liguei e fechei o pedido na loja errada, de Santo Amaro. Muito generosamente, Ricardo, o simpático atendente da loja da Cubatão conversa com seu correspondente Caio e combinam de enviar a bicicleta para cá no dia seguinte, quinta-feira. Com isso, perdi o melhor dia da semana para ir pedalando de bicicleta do meu serviço para minha casa, na zona norte (é, acredita que tem gente que achava loucura?). Ok, reprogramo-me para quinta-feira. Teria que deixar umas coisas no serviço, mas valia a pena.

(Estava, afinal, ansioso e vidrado na minha tão sonhada Andes, amarela e cinza, com suspensãozinha dianteira.)

Quinta-feira tinha combinado de ensaiar com o Will. William Araújo Barreto, 33 anos. Faz faculdade comigo e é o último nome que citarei por inteiro nesse relato. O trabalho dele vocês podem ver abaixo (quer dizer, um trecho do 1° ensaio apenas), ele me convidou para realizá-lo em dupla com ele e para mim é uma grande oportunidade participar. Tem me motivado bastante mesmo com as escoriações decorrentes dos ensaios.



Para isso, fui carregado de roupas, tripé e câmera fotográfica para o serviço. 3 volumes ao total, grandes e pendurados pelo corpo. O plano era deixar essas coisas no meu armário. Tem gente que fica encabulado de andar comigo quando estou assim parecendo um mochileiro. Não o Will. Ele me acompanhou até o serviço, para eu me trocar, deixar as coisas e pegar a bike. Depois acompanhei ele até um metro próximo. Esse meu amigo também anda de bicicleta, ficou empolgado ao ver a minha, querendo agitar pedaladas noturnas. Agitaremos!

Aí fui eu pedalando no circuito que intitula este relato. Só descida até o Anhangabaú. Mas, na região do metrô liberdade, eu fui descer de uma calçada rebaixada que me pareceu muito segura. Era, não fosse pelo buraco logo depois dela que eu não vi e portanto não levantei meu corpo do selim. Resultado: selim danificado! torto. Não desanimei, só preciso do selim para apoiar "tenho as pernas fortes".

Chegando na Sé, o telefone toca. N.A. (não citarei nomes, vamos lá, usem a mente!) me ligando. "Nossa, pensei que você nunca mais ia querer falar comigo. Que bom receber sua ligação!" Parei num lugar menos inseguro, com uma vista linda para a catedral da sé, vista de costas, e para um mendigo que dormia sereno há alguns metros de mim. Celular na mão. "Estava pensando em ir na sua casa hoje. aliás, estou no caminho". "hum.... segura aí que eu verificar uma coisa e já te ligo". Eu ia receber M.W. em casa naquele dia. Há um desafeto oblíquo (e dissimulado) de N.A. em direção a M.W. e tenho certeza de um encontro tornaria as coisas mais desafetuosas, senão tensas, senão definitivamente desagradáveis. Enfim, era absurdo. Ligo para M.W. que, ao contrário do que costuma acontecer, me atende. "Tá aonde?". "Meu, tou no terminal"."Que terminal?". "Pedro II, desculpa não ter ligado. É que hoje não dá mesmo, tentamos semana que vem". Azar o seu, o blog é seu e eu em vez de trabalhar de graça vou passar uma noite agradável, descansando horrores da pedalada! hunf! Ligo para N.A. e confirmo. "Te encontro no metrô Santana, estou indo de bicicleta".

Desci as ruas charmosas (ainda que fedendo a urina) da Sé e São bento. Cheguei no trecho que eu achei que não conhecia. Pedi informação para uns garis simpáticos que estavam por lá, cantando e dançando, tirando sarro um do outro. Ah, a vida noturna! E fui adiante. Mal sabia eu que conhecia muito bem a região, de milhares de ônibus que pago que passam por lá. Rapidinho estava na Av. Tiradentes.

Próximo a estação Luz, dei uma apoiada boa sobre o selim (subidinha cansou) e ele caiu de vez... a metade da direita. Pedalei até em frente a Rota, na avenida Tiradentes e fiquei tentando colocar o selim no lugar. Era apenas um encaixe de metal que tinha entortado um pouco e soltado de um outro encaixe. Fiquei alguns minutos forçando, até que passa do meu lado um sujeito simpático, de boné, oferecendo ajuda. Meio desolado solto um "pode ser". Ficamos lá forçando daqui, segurando dali. Nada. Descubro que ele estudou na ETESP e que estava querendo comprar uma Dahon, uma dessas bikes importadas, dobráveis, muito caras. Marcos é o nome dele. "Bem... acho que vou encarar um metrô". Foi o pensamento necessário para eu me encher daquela genialidade que atinge os aflitos, conectar meia dúzia de sinapses na minha mente e torcer o selim para forçar os encaixes. Torcer! E funcinou. Agradeci muito a ajuda do novo amigo e parti pedalando pela Tiradentes.


Na Região da Armênia, rua que eu andei durante três anos da minha vida, todo dia útil (embora fossem muitos deles bastante inúteis) eu percebi que o selim desencaixava novamente, toda hora. E fiquei nessa brincadeira de pedalar um pedaço e descer da bike outro pedaço, para arrumar o selim. Maior parte do tempo nesse percurso eu fui pedalando levantado, com o peso sobre as pernas. (Estranho não estar com as pernas latejando hoje... acho que, afinal, é um percurso pequeno). Na ponte que acompanha a linha do metro, ali sobre a marginal, eu resolvi dar uma relaxada. Desci da bike e fui caminhando, com ela do lado, até a ponte acabar. Pedalei mais do Tietê ao Carandirú, quando começou a garoar. Mancada! Desci novamente da bike um pouco depois do Carandirú. Até santana era uma caminhada pequena. Liguei para N.A.. "Onde você está?". "Tietê". "Nossa, estou na sua frente! Nos encontramos na catraca do metrô Santana então!". Cheguei lá são e salvo, molhado de chuva e suor, mas inteiro e feliz como uma criança (ahhhh, a endorfina) e arrumei o selim com calma. Tudo de volta ao lugar!

A minha história poderia terminar por aqui. Não termina.

O plano era simples: ir para minha casa de vagar, na garoa fina (agora já estava indo embora) a pé, levando a bike ao lado e com a companhia de N.A. Ela estava um pouco desanimada, eu, com endorfina até os cabelos, pingando. No caminho, um pequeno mar de sapatos novíssimos, mas sem par, jogados a própria sorte pela rua animou um pouco a jornada. Mais para frente, ao passar por um prédio bonitinho e com porteiro brinquei "Podia ser a qui a minha casa, né!?". É. Podia mesmo.

Chegamos na porta de casa e eu encaro por milésimos de segundos a fechadura. "Minha nossa!" pensei "Esqueci as chaves no serviço!". Na bolsa onde havia meu figurino da performance e a câmera fotográfica. IRONIA #1: M.W., que iria a minha casa naquela noite, possui cópias da chave da minha casa. IRONIA #2: N.A. estava com um grande amigo meu quando me ligou (e eu estava na Sé, lembra-se?) que também possui cópia da chave de casa e inclusive tinha sugerido de juntar-se a nós naquela noite.

Toco nos apartamentos vizinhos: ninguém atende. Ligo para um vizinho amigo meu, amigão mesmo: não atende. Amiga da N.A. que mora na região: sem condições. Hotel: que hotel? Só se for um daqueles inferninhos nos arredores do metrô, 30 reais / 3 horas. Nem pensar! Pensa, pensa, pensa. Já sei...

Era mais de 1 hora da manhã quando liguei para casa do A.B. (o que quer dizer que levei 2hs mais ou menos no meu conturbadinho trajeto). Caro leitor ocasional de minhas desventuras, se você chegou até aqui precisa saber: ainda bem que existem pessoas no mundo como o A.B.. E como N.A., que me disse, a caminho da casa do referido amigo "quando a gente faz uma merda muito grande por uma coisa que não vale a pena, nossos fiadores são os nossos amigos". Tudo vale a pena se a alma não é pequena, afinal. Claro que me refiro a bike, mas N.A. referia-se a outra coisa. Referimo-nos todos a coisas distintas, afinal. Qualquer impressão de entendimento não passa de um mal entendido.

A.B. tem esposa e um enteado. Naquele dia, tinha também acabado de comprar um cachorrinho (Valentina, o nome dela, veio nos acordar 4h20 da manhã!). Miojo, edredon no sofá, uma conversa para compensar o tempo distantes, banho e ainda brincar com um cachorrinho. É. Podia ter sido muuuiiiito pior. Agradeço aos fiadores, imensamente. Amigos, vocês serão recompensados! É uma promessa!

Minha bike ainda está lá, com o selim precisando de um reparo e eu não vejo a hora de vê-la de novo.

Fim da transmissão!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Para não dizer que não falei das flores

Collage seria a justaposição e colagem de imagens não originalmente próximas obtida através da seleção e picagem de imagens encontradas ao acaso em diversas fontes
- Renato Cohen (Performance como linguagem, 2004. pg60)
Faz bastante tempo já que eu tenho vontade de fazer umas postagens sobre o meu TCC, que estou realizando este ano (e espero conseguir realizar definitivamente este ano).

Como o tempo estava escasso para fazer uma postagem mais polpuda e elaborada, ou como eu não me programo para isso, decidi fazer uma postagem logo de uma vez, ainda que ela não me agradasse tanto ou fizesse jus a meu carinho pelo projeto. Como carinho não é igual a comprometimento, essa postagem pode servir um pouco também para adiantar algumas coisas no segundo sentido. Organizar.

Abaixo, segue uma apresentação que eu preparei ainda no semestre anterior, que corresponde a visão mais "acabada" e adiantada sobre o projeto e as reflexões que o envolvem. Claro que é tudo muito resumitivo, mas funciona de índice, de referência, para "dar corda" ao restante da pesquisa ou reflexão.



Algumas coisas já mudaram de lá para cá (menos o artigo de pretensas 15 páginas, que fica no passado até mesmo em relação apresentação de slides). A questão documental/fraude provavelmente será substituída por uma afirmação da obra como proposição ficcional. Nada lido nesse sentido ainda. Aliás, atraso é o subtítulo do meu TCC atualmente. Estou tentando trocar para "correndo-atrás".

retrato 1 - versão 1

COMENTÁRIO: Esse vídeo foi captado um pouco no susto. Estava tentando fazer um teste utilizando eu mesmo como modelo, mas era impossível me dirigir. Pirei e liguei para um amigo meu que tinha carro. Por sorte, ele tinha disponibilidade de ir naquele momento mesmo. Captei em um plano mais aberto e um close no rosto (este, final). No plano mais aberto apareciam também a mesa, de mármore, e uns livros, mas o cenário não ficou bem composto. Neste enquadramento escolhido o fundo fica ligeiramente indefinido, não muito claro. Além de entrar em forte contraste com o a xícara de nescafé. De certa forma isso colabora para um tom de "estranhamento" (essa palavra tão vulgarizada), de suspensão.

Fiz a captação um pouco às escuras e tive dois problemas:
1- Captação separada da boca ficou se mexendo, tive que tentar estabilizar no after-effects enquanto aprendia a mexer no programa. Vocês podem ver que a sincronia entre o movimento dos "olhos" e do rosto como um todo não está 100%.
2 - Os olhos apareciam por trás dos óculos escuros. Para resolver isso, joguei uma camada de ajuste sobre os óculos. No entanto, o tracking também não ficou 100%, se você é um desses caras que prestam atenção, vai ver que a "sombra" que há sobre os óculos, se move um pouquinho, invadindo vez por outra o rosto do modelo.

O modelo aqui é o Rafael Araújo de Castro, estudante de filosofia (e outras coisas aí também). Algumas pessoas quando vêem ou ouvem a descrição do vídeo dizem na lata "Coríntio", que é um personagem do escritor norte-americano Neil Gaiman. É... o Neil também tem um sujeito com "bocas nos olhos" e sim, eu o conhecia. Sabia que ele foi certa vez a uma convenção de serial killers. Pouco além disso. Outra pessoa que se aventurou nessa seara de bocas no lugar dos olhos foi a artista plástica Jessica Harrison, também britânica. Se bobear, ela também conhecia o Coríntio... Quem quiser conhecer, veja o vídeo sem título (moutheyes, para alguns) e navegue no site da artista, porque vale a pena.

A faixa de som ainda não está fechada. E mesmo o tracking, quero ter oportunidade de tentá-lo refinar ainda mais.


retrato 2 - versão 2

COMENTÁRIO: O segundo vídeo eu achei que ia dar mais trabalho. Devia ser inspirado no trabalho do surrealista Hans Bellmer. Para tanto, queria uma modelo nua, que ficasse sobre um colchão. Eu faria fusão para gerar a imagem pretendida no final e não aparecia rosto ou seios ou mesmo braços. Na época eu estava casado e a ordem foi clara: nua não. Ok, nua não. No fim das contas, a calça jeans trouxe um valor curioso para o trabalho. Um certo tom de pantomima (no sentido pejorativo mesmo), que soa sinistro junto a proposta. Algumas pessoas comentaram dos dois lados da "criatura" estarem vestido calças idênticas, disseram que podia ter feito uma variação. Podia mesmo, pensei na hora. Mas depois de mais alguns comentário s(todos negativos, aliás), pensei que isso ajudava a dar uma certa atmosfera para o trabalho. Justamente uma atmosfera de fraude mal-feita, uma evidência de que se trata de uma montagem. Isso pode reforçar o que eu digo sobre não se pretender ilusório ou enganador, mas uma "proposição ficcional". Seja como for, tenho que ler sobre isso, para não ficar só no lero-lero (se tiverem indicações, por favor, deixem nos comentários).

Usei um acetato sobre o monitor LCD da câmera com a qual eu captei para marcar a posição da primeira tomada. Depois, dirigi a modelo para se encaixar nessa posição. No fim das contas, fiz a montagem muito facilmente, com uma máscara desfocada. Não podia imaginar que ia ser tão simples e queria pensar que tudo que parece difícil é igualmente simples assim.

Aqui eu usei iluminação artificial também, como no anterior, mas me preocupei em ser menos direta. Também mexi na luz, cores, shadow/highlight (uma relação bizarra entre luz e sombra que deixa a imagem esquisita) para dar uma aparência diferente da captação convencional. Irônico que isso deixou o vídeo com mais cara de caseiro do que o outro, onde eu não fiz ajustes depois da captação.

Os dois vídeos foram feitos na minha casa (no mesmo prédio onde moro hoje, mas em outro andar, então, a arquitetura é a mesma ainda).


O som, sobre todos
Ao exibir o segundo retrato em sala de aula, no sétimo semestre, percebi uma potência que ainda não tinha me dado conta. Neste vídeo, pode-se ouvir (em duas faixas de som, inclusive) eu passando instruções para a modelo. Isso deu um tom macabro a coisa. Há, neste caso, evidentemente, um diretor. A presença dele está dada no vídeo, e não disfarçada. Ela faz-se notar. É um pouco do que acontece também no 7 graces for a boy, vídeo do Wagner Morales selecionado para o 10° Salão da Bahia. Neste vídeo, ele faz umas trucagens bobas de vídeo e "disfarça" esses truques com auxílio da faixa de som. O resultado é um vídeo ingênuo e divertidíssimo, mas bastante sagaz.

No caso de 7 elefantes essa voz do diretor vem ressaltar um caráter de exposição inerente ao vídeo. O sujeito está lá assistindo, tem um cara dirigindo, os dois estão cúmplices na visualização, exposição e exploração dessas imagens. Enfim, vídeo, voyerismo, essas coisas. Algo me diz que tenho que ler mais sobre isso também (mas não estava querendo ler nada que tenha a ver com cumplicidade, para falar a verdade).

Se tudo der certo, hoje, vou captar mais um vídeo. O quarto. Depois falo sobre o terceiro. Torçam por mim!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Imagine, de Zbigniew Rybczynski

Primeira vez que encontrei a referência foi no livro A Arte do Vídeo, de Arlindo Machado. Desde então, tenho voltado e voltado a me recordar do caso. Tinha uma imagem vaga do clipe na minha mente, mas tinha que vê-lo novamente.

De hoje não passou. Como não achei na internet citação direta ao texto presente em A Arte do Vídeo, cito um trecho, muitíssimo semelhante, de outro livro de Machado, A televisão levada a sério, que possui visualização parcial no Google Books (altamente recomendado e agradeço).


15. Imagine (EUA, 1987). Videoclipe de Zbigniew Rybczynski, música de John Lennnon
Aparentemente, temos aqui um imenso traveling sobre uma sucessão de salas situadas no topo de algum arranhacéu de Novo York. Um grupo de personagens transita entre elas, passando de um compartimento a outro, vivendo situações emblemáticas da vida (nascimento, amor, traição e morte), enquanto evolui da infância à velhice e atravessa todas as fases da vida. Na verdade, o mago da eletrônica Rybcynski não utiliza aqui nenhum traveling real, mas um efeito digital conhecido como push-on ou slide effect e que consiste em fazer com que cada plano "empurre" o anterior para fora do quadro, dando a impressão de que a câmera está em movimento. O resultado é desconcertante em termos de expectativas visuais, uma vez que o movimento aparentemente contíunuo da câmera não nos dá, como habitualmente, um espaço e tempo homogêneos e contíguos, em raccord como se diz no cinema, mas uma sucessão de saltos e descontinuidades.
- Arlindo Machado, A televisão levada a sério, pág 45
in: http://books.google.com.br/books?id=z4_9KqAiZJwC...
Zbigniew Rybczynski parece estar a frente de experiências com o vídeo eletrônico. Vou poupar meu tempo e colocar alguns links interessantes sobre ele (alguns em líguas bizarras, como russo e polonês).

Aí vai a lista:

site oficial: http://www.zbigvision.com/
facebook: http://www.facebook.pl/...
+ trabalhos no Rhizome: http://www.rhizome.org/...
clipe Imagine + comentários: http://indieshorts.blogspot.com/...
perfil no culture.pl : http://www.culture.pl/en/...
ficha no Medien Kunst Netz : http://www.medienkunstnetz.de/...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O mágico é a única criatura na face da terra que tem o direito de desaparecer

Li em algum lugar que o projeto tinha sido cancelado. Isso me desanimou bastante.
Hoje, por acaso, achei esse teaser no site da Birdo, que conheci através do blog do Samuel Casal.


O Dobro de Cinco /The Double of Five teaser excerpt from Birdo Studio on Vimeo.


Se cancelado, espero que retomem. Não sei como são essas coisas.

domingo, 20 de setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ficções



homem, imaturo, manipulador, horrível, sedutor, moralista, estranho, idiota, bundão, fraco, egoísta, exagerado, insistente, bipolar, ansioso, gostoso, impetuoso, assustador, narcisista, fresco, bonzinho, romântico, confuso, desesperado, impulsivo, chato, bobo para caralho, velho, elétrico, ingênuo, grande, agressivo, otimista, imperdoável, bobo, volúvel, agressivo, irresponsável como uma criança às vezes...

.. e crescendo.
a vida devia vir com tag cloud.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

17. Cruza, com uma mala nas costas e uns amigos a tira-colo, a terceira maior cidade do mundo.
(oi!)
4 ........ anos (mariposa)

4 é o número da morte. (japonês)


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Nele Azevedo

Veio a roda viva estes dias em casa da gente. Mudando tudo, tudo. eu em resposta quiz mudar alguma coisa. Acho que não mudei foi nada. Mudança maior que consegui fazer foi botar o colchão no chão da sala - condenando, aliás, o quartão onde ficava ao aspecto sinistro de um não-lugar, desses onde não se quer estar junto a poeira.

Fui dormir com a luz mágica e envaidecida da lua banhando meus lençóis vazios e frios. Acordei com a luz do sol, pouco antes do despertador tocar. Liguei a TV e fiquei dormindo mais um pouco, metade do cérebro acordado. Até que Ana Maria Braga, do alto de seu palanque de vidro, disse um nome que me soou familiar.

Nele Azevedo.

Na globo? Nada mal. Daí vem Aninha falar do trabalho da querida. Vejam abaixo. (Tem também o texto que foi para o ar no site do programa).

video
"Imagens de um protesto criativo correram o mundo ontem. Bonequinhos de gelo ocuparam uma escadaria de Berlim. As mil miniesculturas derreteram sob o sol escaldante do verão europeu. O trabalho é de uma artista plástica brasileira e deixou o público encantando. Divertiu crianças e adultos - que paravam para tirar foto ao lado dos homenzinhos de gelo.

Mas a mensagem era séria, contra o aquecimento global. Em menos de meia hora, a delicada obra de arte virou uma grande poça d’água.

Ambientalistas alertam: a mesma coisa está acontecendo com as calotas polares. As enchentes provocadas pelo degelo põem em risco um quarto da população mundial e podem ser arrasadoras."
Achei bizarro. Talvez isso tenha começado a fazer meu dia um pouquinho sinistro.

Conheci a Nele na faculdade. Ela foi a nossa sala a convite do Ronaldo Mathias, professor, para nós, de Apoio Metodológico (acho que deu muito mais apoio emocional do que metodológico, mas quem pode culpar um homem desses?). (Engraçado como certas pessoas nos cativam, e como certas pessoas tem o poder de cativar a todos e qualquer um).

O trabalho dela é lindo e sensível, além de ter uma dimensão intelectual. E cá entre nós, para mim, eleva às alturas. Tem a ver com monumento, grandiosidade, tempo (efemeridade, memória, duração, enfim... monumento). Tem a ver com morte (e a vida, portato), tem haver com ativar espaços, ativar "coletividades". Tem a ver com interação e tristeza. Tem a ver com muita coisa mesmo. Mas com aquecimento global?

Protesto?!

Nele faz isso desde o trabalho de conclusão na Faculdade Santa Marcelina. Primeiro, eram figuras de barro. Depois gelo. Figuras solitárias e isoladas, perto de grandes construções ou monumentos. São Paulo, Cuba, Japão. Não lembro bem onde ela disse que tinha começado a fazer tantos bonecos para derreterem juntos.

Protesto contra o aquecimento global? Meu deus! Me diz como se faz uma ponte assim? Derreteram em 30minutos? Pois bem, é isso mesmo!? É gelo!

Por coincidência, hoje também fiz uma coisa que nunca faço. Cliquei naquelas fotinhos, no G1, referentes a colunas de pessoas que eu não conheço, nunca ouvi falar. A coluna de Geneton Moraes me chamou a atenção, primeiro pela diagramação, depois pelo interesse que me promoveu os trechos destacados. Muito literário. Em dada altura, ao comentar sobre um cabelo fora de moda, ele diz:
"( (...) Aquele corte de cabelo um dia foi chamado de Pigmalião. Virou febre, nos anos setenta, não em homenagem ao escultor da mitologia,mas porque era usado por uma atriz numa novelinha medíocre das sete da noite. Ah, o implacável poder simplificador da televisão...)"
Antes fosse meramente simplificador este poder.

Mais imagens do trabalho da Nele Azevedo (sem som, porque o youtube, afinal, teve que se render):


PS: desculpem por ter "bio" demais nesse post que devia ser, eu acho, sobre uma artista
PS2: estava fazendo um outro post. Mas cabe como comentário desse... Temos que lembrar também, sobre o G1, que ele vira e mexe coloca entre os destaques da editoria "planeta bizarro", diversos bons trabalhos de artistas contemporâneos (ruins também, é verdade).

domingo, 16 de agosto de 2009

Coisas que a gente acha por aí

Fazia um tempo que eu queria colocar uns materiais antigos meus compartilhados na web. Trabalhos de faculdade, quadrinhos antigos que quase ninguém leu, coisas muito velhas que eu escrevi, desenhei ou afins... e tarefas de documentação mais ambiciosas.

Hoje, por acaso, me deparei com uma dessas coisas da "infância".

RPG - Ebook - Formas Guerreiras

Eu tinha 12, 13 anos quando fiz o Grimorium Verum. Para não dar bandeira (?) dizia que tinha 720. Piadinha. Rará. Muita gente se surpreendeu quando me viu pessoalmente: o que? Você é o "Wullfgar"??? O que foi bom também, porque perdoavam mais facilmente as barbaridades e infantilidades que eu dizia/fazia na época. Foi um período de grande aprendizado... (aliás, vou, como sempre que posso ao relembrar essa época, agradecer ao amigo Gustavo "Guyrux" Suto, que me ensinou os princípios da profissão que eu exerço hoje! sem cobrar nada em troca!)

Lotus Jocker foi um desses colaboradores relâmpago que apareceu com uma boa idéia e uma boa vontade sem tamanho. Hoje eu ainda falo com ele de vez em quando, pelas veredas informáticas... embora nunca tenhamos nos visto pessoalmente.

Reparem nos erros esquisitíssimos de português, nas frases meio mal construídas.

Saudades da infância querida, rs

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Wild, Wild férias

Uau!
Achei que fosse dar uma atualizada aqui, completar os posts que ainda são só rascunhos, escrever textos que mandei apenas o "briefing" para mim mesmo por e-mail... mas nada disso. Essas férias estão sendo tão alucinantes, estou fazendo tantas coisas loucas e diferentes (ok, nem tão diferentes assim, mas eu posso dar uma exagerada, né?! estou de férias, rs) que ainda não deu tempo de arrumar este blogspot.

Bom... para não falar falar que passou batido, vou deixar aqui um vídeo que fiz para a Confraria das Idéias, ONG da qual faço parte.



Tem mais umas fotos que eu tirei do evento neste link:
http://www.confrariadasideias.com.br/2009/06jun/faroeste/galeria-fotos-live-action-faroeste.html

Quem sabe depois eu posto mais algumas coisas sobre a confraria....
e muitos estão preocupados quanto ao destino do Eugênio, não se preocupem, apenas demos umas férias a ele....

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nova home da Confraria das Ideias

Em abril "realizei um sonho antigo". Dei uma nova cara para o site da ONG que faço parte, a Confraria das Ideias. Pelo menos para a Home do site. A grande dificuldade foi decidir o caminho a seguir.

A ONG é composta de 13 pessoas, todos membros fundadores, cada um com sua visão particular e gosto pessoal. Agradá-los todos ia ser impossível. Da mesma forma, não podia deixar que o meu gosto pessoal fosse privilegiado em detrimento dos demais. No final das contas, a leitura de Getting Real foi fundamental para eu adotar a postura mais correta.

A versão que foi para o ar no mês passado deve ser a ducentésima, de uma série de testes, estudos e ruminações que a precederam.

Screenshot abaixo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Jesse Bransford



Jesse Bransford é um artista americano. Coordenador do bacharelado de uma faculdade lá nos EUA.

Ele desenha na parede com materiais diversos a partir de projeções. As imagens são praticamente todas retiradas da internet (dá-lhe google).

O PPT acima (que está com algumas fontes "quebradas por conta do Slideshare) foi apresentado como um estudo de caso para minha disciplina de "Poéticas Contemporâneas: Linguagem Tridimensional" (fala sério esse nome aí...). O professor gostou. Eu também, para ser sincero, apesar da Odisséia pessoal pela qual eu sempre passo para fazer esses trabalhinhos didáticos de encomenda.... Tarefas é como eles se chamam.

os sites da figura:
Jesse Bransford - Trabalhos: onde ele publica fotos e alguns textos do trabalho que ele realiza. Há realmente bastante coisa arquivada lá! E é possível entender uma boa parte da evolução e desenvolvimento do trabalho.
Jesse Bransford - Banco de Imagens: Onde ele disponibiliza muitas das imagens que utiliza em seus trabalhos. Em geral tiradas da internet.
Jesse Bransford - Arquivo de Imprensa: Com artigos, resenhas e críticas ao seu trabalho escaneados de jornais e revistas.


Fica o registro (blog? weblog? web log? log?).
Vamos ver o que mais eu consigo tirar da gaveta (dos guardados). E se consigo postar alguma coisa qualquer do TCC...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Rumos 2009 - Vídeos

Todo mundo sabe que o itaú cultural trocou um site claro e maravilhoso por uma porcaria de site no qual é impossível encontrar qualquer coisa (desde que você esteja procurando por algo, e isso inclui programações!).

Deixou-me muito feliz saber que eles iriam transmitir ao vivo os debates acerca da exposição Rumos 2008-2009, Trilhas do Desejo. Ainda mais contente ao saber que, depois dessa exibição ao vivo, iam deixar os vídeos disponíveis no site! É claro, eu precisei da ajuda de uma amiga que trabalha dentro da instituição para conseguir ver o vídeo ao vivo (vi um ou dois, bem mal vistos, já que dividia esse tempo entre muitas coisas). E demorei muito para encontrar os vídeos no site. Mas eles estão lá e eu venho através deste post compartilhar o fruto da minha garimpagem!



Encontrei os vídeos neste endereço: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2840&cd_materia=896
Copiei o conteúdo para este Blog para facilitar a sua vida, segue abaixo. Há muita coisa legal também aqui: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2839, incluindo uma entrevista com cada um dos assistentes curadotoriais (e se são tantos como a exposição aidna ficou com tantos problemas?! ai, ai...)

Clique no nome da mesa para assistir:

quarta 11 de março - 14h30 mesa
Arte e Filosofia
com Antonio Cicero e Vladimir Safatle - mediação de Paulo Sergio Duarte

quinta 12 de março - 10h30 mesa
O Jogo e o Acaso
com Lucas Bambozzi e Ronaldo Entler - mediação de Christine Mello

quinta 12 de março - 15h mesa
Em Torno da Memória
com Márcio Seligmann-Silva e Tales Ab'Saber - mediação de Guy Amado

sábado 14 de março - 10h mesa
Poéticas do Inventário
com Mabe Bethônico, Maria Helena Bernardes e Suely Rolnik - mediação de Alexandre Sequeira

sábado 14 de março - 15h mesa
Estatuto da Imagem
com Hermano Vianna e Ismail Xavier - mediação de Guy Amado

sábado 14 de março - 10h mesa
Crítica e Curadoria
com Jailton Moreira e Paulo Herkenhoff - mediação de Guy Amado

sábado 14 de março - 15h mesa
Rumos Artes Visuais
com Aracy Amaral, Fernando Cocchiarale e Paulo Sergio Duarte - mediação de Marília Panitz

Bom proveito. E se você estiver sem tempo, passe pelo menos naquele outro link que vale a pena! (eu acho, né?!)

domingo, 15 de março de 2009

Mapeamento 01 - Artes Visuais

Tivemos que elaborar um "mapeamento", semestre passado, para uma das disciplinas na faculdade.

Entre outras coisas, peguei uma amostragem (boa) dos artistas (e não-tão-artistas-assim) que considerava relevantes para o meu trabalho, ainda que não soubesse em que são relevantes ou o que afinal é meu trabalho.



Afinal, são artistas e casos de que "gosto muito" e que tinham relação com as questões que eu estava investigando no momento - hoje, o mapeamento seria um pouco diferente. Faltam muitos outros, mas é uma amostra, afinal.

Slideshow não é a melhor forma de mostrar, é verdade, mas já está pronto e é bem resumitivo. Acho que dá para o gasto. Quando subi para SlideShare algumas imagens "quebraram"

Isso me lembra que está na hora de fazer um segundo mapeamento/levantamento!

RELACIONADOS:


|Cristina Córdova:
http://www.cristinacordova.com/

|Cristina Córdova: Realismo Mágico
http://atlanta.creativeloafing.com/gyrobase/Content?oid=oid%3A249887

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|Matthew Barney: Cremaster Cycle
http://www.cremaster.net/

|Matthew Barney: Drawing Restaint
http://www.drawingrestraint.net/

|Matthew Barney no Art21
http://www.pbs.org/art21/artists/barney/

|O fantástico Mundo de Mathew Barney (revista Trópico - Maria Teresa Santoro) (português)
http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/1549,1.shl

|Matthew Barney, pop e político (revista Trópico - José Augusto Ribeiro) (português)
http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2512,1.shl

|Matthew Barney: entrevista para o Zetta Filmes
http://www.zetafilmes.com.br/interview/matthewbarney.asp?pag=matthewbarney

|Matthew Barney nos Armênios (português)
http://www.osarmenios.com.br/2006/10/sexo-mulheres-leopardo-fadas-androgenas-e-semideuses/

|Matthew Barney no IMDB
http://www.imdb.com/name/nm0056030/
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|Walmor Corrêa:
http://www.walmorcorrea.com.br/

|Walmor Corrêa: entrevista à Paula Ramos no Canal Contemporâneo:
http://www.canalcontemporaneo.art.br/blog/archives/001608.html

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|Joshua Hoffine:
http://www.joshuahoffine.com/

|Joshua Hoffine: Blog do fotógrafo (com making-offs)
http://joshuahoffine.wordpress.com/

|Joshua Hoffine - Entrevista para Speculum (em português)
http://www.speculum.art.br/module.php?a_id=2150

|Joshua Hoffine - comentários do entrevistador (não significa que eu concorde):
http://www.speculum.art.br/blog/tag/joshua-hoffine/#

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|Patricia Piccinini:

http://www.patriciapiccinini.net/

|Patricia Piccinini: vídeo com as obras e fala da artista
http://www.youtube.com/watch?v=R7ikHI8gX4Y


e muito mais no google, pesquisando pelo nome da artista

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Os demais eu vou ficar devendo...
quem se interessar, o google (como sempre?) é o caminho

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(alguns artistas "anônimos" eu já consegui descobrir quem são... mas isso fica para uma próxima!)

sábado, 14 de março de 2009

Controlando o CSS Style Float via javascript

Normalmente é fácil. Um exemplo:
elemento.style.margin = "0 10px";

Seta-se a propriedade "margin" via declaração jacascript. Fácil.
Se for "com tracinho" fica assim:
elemento.style.marginLeft = "10px";

Mas e o Float? Desenvolvendo um gadget do Eugênio eu precisei setar a propriedade float via javascript (por que eu não fiz uma classe? isso é outra história). E simplesmente style.float não funcinou! Pesquisei um pouquinho na internet e achei sempre fragmentada a informação. Por isso, transcrevo a solução:

elemento.style.styleFloat = "right";
elemento.style.cssFloat = "right"

A segunda declaração não é "correta". Ela é necessária para um certo browser que anda por aí espalhando podreira na web. Você sabe de qual browser eu estou falando, não sabe?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Patati, Paraty

Faz tempo já:


Eu e o Tadeu, paratynando (como sempre, mas em Paraty)
notem o fabulário na mão: leitura indispensável!


Desbravando o continente perdido!

balanço final: acabaram-se as edições em português que levamos ao Rio, e voltamos para SP mais leves (exceto pelo óleo, que consumimos, do pastel de 30cm!)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Eu, que me notei barroco

Acabo de ter um momento de profunda agitação - algo como uma epifania, só que na versão adolescente. Fico agitado, perco a concentração e a mente voa, para longe, fazendo conexões estridentes rápido demais para que eu consiga me lembrar de todas.

Para dizer a verdade, ainda estou nesse momento.

Entrei hoje no Blog do professor Fábio Fernandes (não meu professor, mas professor sim, ora bolas), que costumo acompanhar apenas pelo Google Reader. Qual não foi minha surpresa ao ver a casa diferente, reformada. Do meio apático e pesado header verde e preto para uma opção vermelha e branca, mais clean, mas com muito, muito mais punch.

Fiquei me sentindo um barroco! Um barroco! Um rococó! Recentemente refiz o layout do blog do Fabulário (versão nova no ar em breve) e foi essa a impressão que tive ao ver o Blog do Fábio: senti-me um barroco.

Mandei um e-mail parabenizando-o pelo layout do Pós-estranho, disse que não tinha me acostumado apenas com as letras vermelhas. Eis que ele me respondeu: "é para gerar um estranhamento chklovskiano". !!!!!!! Citou Chiklovski!!! Aplicou um conceito literário do formalismo russo à design!!!!!!!!!! E mandou um dos princípios de design para a web mais básico e bundão para o espaço!

Foi justamente aí que começou minha epifania, que devo confessar, somou-se a um copo bem servido de café.

Sei que é terrível para um ego, já muito bem massageado, pelo que vemos, ouvir ou ler uma declaração como a que eu vou dar, então vou fazê-lo com humor. Quando crescer, eu quero ser um pouquinho (só um pouquinho, ok?) como Fábio Fernandes. Leitura anual quatro mil e quinhentos livros inclusa.


Infelizmente não tenho printscreen do antigo pós-estranho. Então fiquem com a novo e com meu barroquismo no Fabulário (quando inaugurar eu aviso):






PS: e ele ainda conseguiu provocar-me este baque com uma imagem reutilizada!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Trabalheira

Fabulário Blog: Invisíveis por que querem (parte 3)

MISSÃO CUMPRIDA (e missão comprida). A postagem acima linkada refere-se a um evento que aconteceu em 21 de setembro.
O que significa que estou a.... (momento para calcular às 4hs da manhã) .... 5 meses (!!!!!!!!!!) devendo essa postagem.

Bem... lá está, no Blog do Fabulário. Tem vídeo, imagem, e muito, muito texto. E olha que eu tive que tirar uma foto sensacional do Kulpas, porque não estava cabendo. Aliás, a foto do tavares também está um espetáculo (apesar de que agora eu olho e ele parece um sujeito mau... rs)

Essa postagem exorcisa, simbolicamente, minhas dívidas do ano passado (ficarei devendo, quem sabe eternamente, minha comparação entre a Scarium Pulp e o Ficção e Polpa, essa não teve jeito). Sinto-me aliviado - ainda que o alívio completo seja inexistente: sempre vou pensar na foto que não coloquei, que podia ter quebrado a postagem, que podia ter refeito a abertura dos vídeos com a versão final do logo e assim por diante.

Fora as milhartes de fotos (muitas delas até boas!) que eu tirei nesse evento - e que eu já nem tenho espaço para subir no PICASA. Se você for dos rapagões (ou se for a Adriana Amaral, rs) que estiveram no palco, sinta-se a vontade para pedir as fotos por e-mail!

Para finalizar, fica um flash, que documenta 1% da trabalheira que me deu fazer este post - vou reavaliar para os próximos, fazer recortes, diminuir a pretensão, fazer anotações... essas coisas.



PS: tem algo que eu queria ter amarrado na postagem mas não consegui: Fiquei chateado quando Bráulio Tavares (pelo qual nunca escondi a admiração) disse para a platéia que "isso não é nada mais do que um clube. Somos um clube de amigos que gostam de ficção científica, fazemos todos parte desse clube". Somado com o comentário que frisei na postagem da Adriana Amaral, mais as declarações do Tavares nos Fantasticons de que ele é "embaixador" do mainstream: isso tudo me deixa muito triste.

Não quero ser parte de um "grupinho", de um "clubinho". Se existe mesmo um fandemônio, um gueto, é porque até mesmo pessoas como Bráulio Tavares estão se esforçando (ainda que apenas discursivamente) para isso.

Em uma de minhas postagens sobre o Invisibilidades, Otávio Aragão, Jacques Barcia e Fábio Fernandes pediram: vamos derrubar o muro!

Fica a reflexão.
(ou o resmungo de um jovem muito velho, às 4hs da manhã)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Nexos e Linguagem do Corpo

Anotações da primeira aula boa do semestre.
"weblogado" para não esquecer nem perder de vista.


Os quatro primeiros comentários nesta postagem referem-se a outro assunto. Peço desculpas ao eventual leitor que sentir que esta postagem está "poluída", mas prefiro assim do que deletar os comentários.
Agradeço a visita!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ficou igualzinho

E não é que ficou?

Diomedes, o detetive de O dobro de CincoEsse senhor aí em cima é a versão cinematográfica do Diomedes, detetive dos quadrinhos da série O Dobro de Cinco, de Lourenço Mutarelli. Li o primeiro volume na sexta-série do ensino fundamental e gostei na hora. Quem me emprestou foi um amigo meio maluco... acho que cheguei a ler o segundo volume também, mas parei por aí.

Saiu no site do Lourenço:
"O mágico é a única criatura na face da terra que tem o direito de desaparecer”.

Diomedes, um detetive fracassado, que nunca resolvera um único caso, mergulha de cabeça no mundo bizarro do Grande Circo, um famoso circo no passado, hoje apenas um lugar fantasmagórico, mais parecido com um hospício burlesco, para encontrar Enigmo, o mágico que transformava água em vinho, a pedido do pessonhento Hermes.
Nem sempre um detetive encontra exatamente o que procura.

IPANEMA apresenta O Dobro de Cinco, longa-metragem baseado na Graphic Novel de Lourenço Mutarelli. 2009 nos cinemas.

Diretor: Dennisson Ramalho
Diretor de Fotografia: Ricardo Della Rosa
Desenhista de Produção: Rafael Grampá
Produtores: Paulo Schmidt, Tadeu Jungle e Rodrigo Teixeira

O time tem alguns nomes que já conheço. Dennisson Ramalho é o diretor do Encarnação do Demônio (que detestei, mas um amigo do cinema me disse que estava bem dirigido). Rafael Grampá é ganhador do Eisner e autor do Mesmo Dellivery e pelo visto mandou muitíssimo bem.

Lourenço Mutarelli é um prodígio: quadrinista, escritor, dramaturgo, ator... só falta montar uma banda. Seu livro O Cheiro do Ralo foi filmado por Heitor Dália, que já tinha trabalhado com ele no longa Nina. Recentemente deixou a Devir na mão para publicar A Arte de produzir efeito sem causa pela Cia das letras.

Com produção competente, a boa experiência que tivemos com a adaptação anterior de uma obra de Mutarelli (O Cheiro), parece que tudo vai dar certo (tirando a corneada da mulher, os tiros no joelho e outras coisinhas que podem acometer nosso detetive) com Diomedes e o Dobro de cinco. Tomara que vire franquia.

Ele vai!

Eugênio vai à Feira

Teaser do Eugênio. A primeira tirinha foi esta segunda-feira. Nossa previsão é que sejam tirinhas semanais, a vontade é fazer diárias, mas somos realistas.